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Não é "Custo Brasil", é palhaçada da Apple Brasil mesmo.


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O motivo da Apple nunca ter oferecido garantia internacional para iPhones é sua forma diferenciada de comercialização (acordos com operadoras) e a regulamentação do mercado, específica de cada país para telefones celulares (e que não valem para tablete e notebooks, mesmo com 3G ou 4G - são considerados computadores pela legislação de praticamente todo lugar). Embora tivessem existidos modelos iphones globais, estes não tinham garantia internacional conforme seus certificados de garantia. Se você tiver um iPhone 4S ou tiver um amigo que tenha, veja no certificado de garantia que esta se aplica apenas a um país específico. Acho que deve ter como encontrar este certificado de garantia na Internet, no site da Apple.

 

A Apple não pode se reservar no direito de negar garantia internacional aos iPhone. Caso contrário, como vem sendo dito pelo Poder Judiciário, nos tornamos reféns da Empresa, pois os iPhone são parte dos produtos vendidos mundialmente. Apesar de o iPhone ter uma política funcional diferente, é um aparelho cujo uso primário é a comunicação via Rede Celular, ele é uma universalidade de produtos num só. Isto me faz lembrar do KeyNote de lançamento do iPhone, em que o SJ disse que naquele dia a Apple lançaria 3 novos produtos (um novo iPod, um novo Browser e um aparelho Celular). E depois ele, com a sua retórica que deixa saudades, apresenta um único produto.

 

Eu sou totalmente de acordo com a diferença que há entre a política de vendas de um Celular e de um Tablet. Mas o iPhone não é um mero celular, ele tem outras funcionalidades e que estas, muitas vezes, são mais utilizadas do que o próprio aparelho. É justo eu negar a garantia de troca de uma câmera de um iPhone A1533, considerando que é a mesma utilizada no A1457, pelo simples fato daquele modelo não ser comercializado no Brasil? É prudente eu ligar para o suporte da Apple e receber a seguinte sugestão: você não conhece ninguém que vai para os EUA? Então, se conhecer, peça para ele fazer a troca. Ora, isso é tratar nós, consumidores, como sujeitos de segunda classe.

 

Vejo como um exemplo a postura do TJ/RS em passar a caneta sobre a política da Apple, inclusive no que diz respeito à obsolência programada http://macmagazine.com.br/forum/index.php?/topic/120170-obsol%C3%AAncia-programada-apple-%C3%A9-condenada-a-indenizar-usu%C3%A1ria-por-danos-materiais-decorrentes-da-obsol%C3%AAncia-programada/.

 

E só para constar, eu usei esse certificado de garantia, o qual extraí do meu iPhone, para provar que a Apple oferece, sim, garantia internacional aos iPhone, pois ela dispõe no aparelho de um documento que diz que ela "pode" restringir, mas em lugar algum se encontra a expressão: "o Apple iPhone 5S A1533 não recebe o suporte da empresa no Brasil". E mesmo que isto estivesse escrito, seria igualmente uma cláusula abusiva no uso do Aparelho Celular. 

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já expliquei isso em outro tópico, mas as pessoas não entendem.....   a "culpa" é do governo sim..... ocorre que temos 2 efeitos diferentes qdo o governo fecha o mercado via protecionismo (seja ele

Quer dizer então que tu aceita de bom grado a forma absurda de como a Apple faz uso de benefícios fiscais, que deveriam ser usados para escolas, hospitais, mas não, são usados para a produção de iPads

Realmente a conversão está bem mais justa... quem dera ver algo assim não só na Apple, mas em várias outras marcas!   Só achei esse notebook muito caro pelas configurações dele. i5, 4GB, 320GB e pla

Tomara que este caso da Apple sirva para outras empresas também. A Apple é a melhorzinha no quesito garantia e pós venda. Já fiquei na mão com notebook, fonte, placa de video, CPU, máquina fotográfica e muitas outras coisas compradas nos EUA porque a empresa não dá garantia em produto comprado lá, ainda que vendido aqui no mesmo modelo.

 

Imagine vai ser bom finalmente poder comprar uma câmera Canon na BH Photo Video de mesmo modelo da comercializada aqui e finalmente ter garantia!

Imagina que ótimo poder finalmente comprar um Xbox One nos EUA e finalmente ter garantia aqui porque é o mesmo modelo vendido lá e aqui!

 

Imagina poder trazer um Camaro dos EUA, que fica bem mais barato mesmo com todo processo de importação legal, e finalmente ter a mesma garantia que a chevrolet dá aqui porque ela vende aqui também os mesmos Camaros importados!!!

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sobre a questão dos impostos p/ fomentar a industria nacional, isso não faz o menor sentido..... o que "fomenta" qq industria é justamente o oposto de proteção, é concorrência, abertura de mercado. Protecionismo só serve p/ transferir dinheiro do consumidor p/ empresários sem que estes conquistem tal dinheiro. No longo prazo a situação é mais tragica ainda..... com os lucros exorbitantes que as empresas protegidas obtem, elas passam a realizar lobbies cada vez maiores por mais proteção, regulação.... enfim, no lugar de supostamente investirem o dinheiro "usurpado" do consumidor via protecionismo em inovação, elas investem cada vez mais p/ manutenção e ampliação da proteção. Essa atualmente é a triste situação por aqui (não só atualmente na verdade, o Brasil sempre foi avesso a idéias pró-mercado, livre concorrencia, abertura, desregulamentação etc..)

sobre a questão da garantia dos iphones, eu discordo, "moralmente" da decisão da justiça sobre o assunto..... a Apple desde o começo foi bem clara sobre que modelo ia ou não ter garantia nacional. Se vc opta por comprar o modelo que não teria garantia, é um direito da Apple simplesmente manter o q ela já tinha falado..... ela não te obrigou e nem te enganou falando q daria garantia e não deu.... desde o começo ela disse "não dou garantia".

economicamente é mais uma daquelas intervenções do governo que prejudicam as empresas, elevam o custo da mesma e só prejudica o ambiente de negócios no Brasil (já bem prejudicado por incertezas juridicas e economicas nos ultimos anos)

Editado por sirisy
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Acho que o "fenômeno" mais interessante que vejo aqui é que todos concordaram que a Apple ultrapassou a linha do quanto se cobra e o quanto o produto vale para o consumidor (no caso, os consumidores que estão neste fórum).

Em suma, todos estamos falando que os produtos da Apple não valem tudo isso.

Ou não são tão bons quando um produto deveria ser para valer o que a Apple está cobrando por eles.

Está havendo uma antipatia cada vez maior dos consumidores brasileiros com a Apple.

Semente plantada inicialmente com a política de preços e depois com a política de tratamento do consumidor brasileiro "marginalizado".

Acredito que futuramente, isso vai prejudicar os fieis consumidores mais bem abastados da marca.

Comprar Apple vai deixar de ser sinônimo de bom investimento e qualidade e se tornar ostentação e estupidez por pagar preço de outro por um produto que faz o mesmo ou só pouco mais que um produto 3 ou 4 vezes mais barato (imaginando daqui a uns 2 anos).

Não sei quanto a vocês, mas já faz um bom tempo que a minha admiração pelas coisas que a Apple desenvolve está acabando.

Parte por essas políticas da empresa, e parte por experiência.
Na maioria dos produtos, ao meu ver, não há diferenciais ou vantagens o suficientes pra se Apple se destacar tanto como antes.
Pode ser que existam em casos específicos, mas não é mais tradição como antes.

Minha opinião.

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Tomara que este caso da Apple sirva para outras empresas também. A Apple é a melhorzinha no quesito garantia e pós venda. Já fiquei na mão com notebook, fonte, placa de video, CPU, máquina fotográfica e muitas outras coisas compradas nos EUA porque a empresa não dá garantia em produto comprado lá, ainda que vendido aqui no mesmo modelo.

 

Imagine vai ser bom finalmente poder comprar uma câmera Canon na BH Photo Video de mesmo modelo da comercializada aqui e finalmente ter garantia!

Imagina que ótimo poder finalmente comprar um Xbox One nos EUA e finalmente ter garantia aqui porque é o mesmo modelo vendido lá e aqui!

 

Imagina poder trazer um Camaro dos EUA, que fica bem mais barato mesmo com todo processo de importação legal, e finalmente ter a mesma garantia que a chevrolet dá aqui porque ela vende aqui também os mesmos Camaros importados!!!

 

A questão dos automóveis é beemmm mais complicada. To há três anos tentando trazer um Fiat 500 '57 que comprei no Uruguai e ainda não consegui. Espero que esse ano consiga a guia de liberação e possa trazer, pois é um carro 100% original, certificado, mas mesmo para por a placa preta demora.

 

Sobre o PS4 não há dúvida: a Sony é obrigada a prestar a garantia sim. Já citei isso aqui, mas não custa repetir. O meu PS4 foi comprado no Uruguai e na caixa diz: "Importado e Garantido por Sony Brasil Ltda.".

 

Uma coisa que deve ser salientada: o produto que se pede a garantia não precisa ser idêntico ao comercializado aqui. Basta que ele faça parte do rol dos produtos globais da empresa, pois na pior das hipóteses, a sentença, em vez de determinar a troca, vai determinar a indenização em perdas e danos, de acordo com o valor pago pelo produto, corrigido monetariamente a partir da data da compra. Caso tenha sido um produto dado de presente, basta fazer prova do preço que ele tinha no mercado ao tempo da compra, para assim ser indenizado. Há casos envolvendo a Canon, não sei te precisar quantos, mas numa das minhas pesquisas, passei os olhos sobre um ou dois.

 

Sobre a Apple, eu te digo: a Apple e a Dell tem os melhores pós-venda. Espero que tudo melhore, pois o consumidor é sempre a parte mais fraca da relação.

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sirisy,

 

A Apple tem direito de falar e dizer o que ela quiser, mas estamos num país que possui leis que protegem o consumidor e as empresas simplesmente as patrolam, passam por cima como se elas não existissem. Logo é necessário recorrer ao poder judiciário para que possamos, pelo menos, ser ouvidos e respeitados, pois as Empresas têm um discurso formado: "veja bem, você trouxe esse produto do exterior, olhe, a caixa do produto vendido no Brasil está em Português e Espanhol, mas esse Espanhol é com um dialeto que só é falado na região de Bio-Bio no Chile, logo te negamos a garantia".

 

Sobre o que é moralmente certo ou errado, não quero fazer menos caso da tua argumentação, mas para discordar moralmente de algo, tens de argumentar o porquê da imoralidade. E aquilo que é moral é aquilo que contém uma "boa vontade" que é útil, agradável e contém, acima de tudo, o dever de realizar aquilo que é correto de acordo com prescrições legais determinadas a priori. A Apple se instalou oficialmente no Brasil em 1995, quando já estávamos sob a égide da CF de 1988 e do CDC, logo ela se submete à legislação brasileira e às decisões do poder judiciário têm força de lei entre as partes e estamos cada vez mais perto de que uma ação coletiva seja proposta para defender a todos os usuários do Brasil, seja ele portador de um iPhone comprado em São Tomé e Príncipe, Goa, no Village Mall ou em NY.

 

 

Acho que o "fenômeno" mais interessante que vejo aqui é que todos concordaram que a Apple ultrapassou a linha do quanto se cobra e o quanto o produto vale para o consumidor (no caso, os consumidores que estão neste fórum).

Em suma, todos estamos falando que os produtos da Apple não valem tudo isso.

Ou não são tão bons quando um produto deveria ser para valer o que a Apple está cobrando por eles.

Está havendo uma antipatia cada vez maior dos consumidores brasileiros com a Apple.

Semente plantada inicialmente com a política de preços e depois com a política de tratamento do consumidor brasileiro "marginalizado".

Acredito que futuramente, isso vai prejudicar os fieis consumidores mais bem abastados da marca.

Comprar Apple vai deixar de ser sinônimo de bom investimento e qualidade e se tornar ostentação e estupidez por pagar preço de outro por um produto que faz o mesmo ou só pouco mais que um produto 3 ou 4 vezes mais barato (imaginando daqui a uns 2 anos).

Não sei quanto a vocês, mas já faz um bom tempo que a minha admiração pelas coisas que a Apple desenvolve está acabando.

Parte por essas políticas da empresa, e parte por experiência.
Na maioria dos produtos, ao meu ver, não há diferenciais ou vantagens o suficientes pra se Apple se destacar tanto como antes.
Pode ser que existam em casos específicos, mas não é mais tradição como antes.

Minha opinião.

 

Tua opinião é bastante equilibrada e apresenta bons argumentos. O valor de um produto nem sempre representa o que ele vale, ou em outras palavras, a etiqueta não reflete o valor real e sim a estima que é dada pelo mercado para aquele produto. 

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sirisy,

 

Sobre o que é moralmente certo ou errado, não quero fazer menos caso da tua argumentação, mas para discordar moralmente de algo, tens de argumentar o porquê da imoralidade. E aquilo que é moral é aquilo que contém uma "boa vontade" que é útil, agradável e contém, acima de tudo, o dever de realizar aquilo que é correto de acordo com prescrições legais determinadas a priori. A Apple se instalou oficialmente no Brasil em 1995, quando já estávamos sob a égide da CF de 1988 e do CDC, logo ela se submete à legislação brasileira e às decisões do poder judiciário têm força de lei entre as partes e estamos cada vez mais perto de que uma ação coletiva seja proposta para defender a todos os usuários do Brasil, seja ele portador de um iPhone comprado em São Tomé e Príncipe, Goa, no Village Mall ou em NY.

 

 

 

bem, eu não considero que pq é lei, é moral... existem certas leis que chega a ser um dever moral vc desobedecer ..... e, uma opinião pessoal (foi isso q eu expressei), a cf 1988 é de uma imoralidade enorme e o mesmo vale p/ o cdc.... a questão p/ mim é mto simples.... a apple fabrica o iphone, ela detém a propriedade, a oferta de certos serviços sobre iphone, ela produziu isso e tem o direito ao usufruto do valor que ela gerou, criou.... se ela deseja vender esse bem, essa sua criação sob a condição x, y, z é um "direito moral" dela. Ninguém é obrigado a comprar. E ninguém deveria ter o direito de impedir ou evitar que isso ocorra.  obviamente falo da apple pq ela que está em discussão, mas vale p/ qq ser humano ("empresa") isso.... 

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Certo, ninguém é obrigado a comprar, logo quer dizer que se eu compro eu sou obrigado a me submeter a todos os os arbítrios da empresa?

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dado q esse "arbítrio" foi esclarecido antes do ato da compra, não houve "fraude", ninguém enganou vc, sim.... é um acordo q vc entra ou não por livre e espontânea vontade. A empresa diz: estou vendendo X sob a condição Y (ela anuncia qdo, em q condições vc vai ter garantia etc..). Se vc comprou, aceitou a condição Y.

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Infelizmente não posso concordar com você. Não basta vender um produto e um serviço, você deve fazê-lo de acordo com que o consumidor não seja lesado e, pelo contrário, fazendo isso você terá por parte dele uma coisa que é fundamental: respeito e fidelidade. Os consumidores da Apple serão sempre fiéis, mas estão perdendo o respeito pela marca e é justamente esse respeito que os impedia de ir à Justiça. Agora isto está, por sorte, mudando. A Apple tem que se adaptar à legislação brasileira.

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primeiro, ninguém é lesado qdo a empresa diz "o produto X é vendido sob a condição Y" ANTES da compra e, realmente depois da compra, a empresa cumpre integralmente as condições Y

 

sobre a questão da fidelidade e simpatia do consumidor, isso é um problema que cada empresa deve resolver. Não é a justiça ou o governo que tem que se preocupar com isso.

 

sobre a legislação brasileira, bem, um judiciário que aplica a ferro e fogo legislações tão non-sense (principalmente em termos econômicos) como as que temos aqui, só consegue no longo prazo transformar a vida do consumidor em um inferno (usando o tema em discussão)..... vc lá atrás disse, ora a Apple entrou no Brasil depois da cf 88 e do cdc.... bem, imagine que um juiz resolva levar as duas coisas a ferro e fogo. No limite a Apple e nenhuma empresa "entram" oficialmente aqui.... ai no lugar de não ter garantia p/ o modelo americano, não teríamos garantia p/ modelo algum (isso p/ não falar de outras consequências não intencionais péssimas p/ o consumidor, como escassez de oferta e consequentemente mais preços altos etc..)

 

enfim, essa mentalidade de transformar em lei qq coisa, em achar que as pessoas precisam ser sempre "protegidas", tuteladas, sempre tem razão contra as malvadas empresas multinacionais somado ao clássico protecionismo vem gerando a mesma coisa sempre.... péssimos serviços aqui e preços exorbitantes.

 

um mercado onde isso (como regulações supostamente pró-consumidores se transformam em um pesadelo anti-consumidor) pode ser visto em tons quase dramáticos é no mercado de planos de saúde. O governo criou tantas regras obrigando os planos a cobrirem tantas doenças e procedimentos que uma pessoa mais pobre está cada vez mais longe de um plano de saúde, pois p/ cobrir tantas exigências o preço vai p/ estratosfera. O que era p/ proteger o consumidor só gerou maiores preços com planos cada vez piores e mais engessados que ninguém pode ou quer comprar, sobrando alternativas bem piores como o SUS. É uma "proteção" e tanto. 

Editado por sirisy
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Infelizmente não posso concordar com você. Não basta vender um produto e um serviço, você deve fazê-lo de acordo com que o consumidor não seja lesado e, pelo contrário, fazendo isso você terá por parte dele uma coisa que é fundamental: respeito e fidelidade. Os consumidores da Apple serão sempre fiéis, mas estão perdendo o respeito pela marca e é justamente esse respeito que os impedia de ir à Justiça. Agora isto está, por sorte, mudando. A Apple tem que se adaptar à legislação brasileira.

 

Gustavo, queira me desculpar por ser pontual, e comentar só a última frase do seu post, em vez de esmiuçar o sentido de tudo, como tão bem e diligentemente é seu costume, tirando tanta energia para isso não sei de onde, rs, sempre com um texto tão bom, mas gostaria de pontuar q a necessidade da lei não é tão imperiosa no exercício da liberdade de criação em qualquer área de uma empresa, seja no desenvolvimento ou em vendas, e aí pego a sua consideração sobre a oferta do mecanismo da garantia. Penso  q excesso de leis de mercado é prejudicial. O papel dos três poderes da nação, basicamente, é propiciar condições adequadas para o desenvolvimento, medido por produção, via infra-estrutura previlegiada - e não adequar a atividade dos players da atividade econômica. Em termos de mercado, é isso - em termos morais, obviamente os melindres são imensamente mais particulares. Como na criação material, ninguém consegue ser criativo em vendas observando normas, e normas, e normas. Só saindo delas "criamos". Olha só o q a Sony fez, como nos mostrou o Guedes. Eles estão ganhando dinheiro levando prejuízo no Brasil. E os consumidores brasileiros tem seu Play Station ‘em ouro 18 quilates’. Devemos proteger o brasileiros do ‘abuso’ da Sony? A Sony faz o q bem entender, isso é bom pra ela e pra onde ela é sediada. E as nossas empresas? O que o Brasil já criou? Eu me lembro do etanol. Que há dez anos era extremamente promissor. Hoje alguém aqui fica feliz em passar no posto e ver o etanol ali? Os comparativos da internet de preço/km rodado mostram q é melhor usar gasolina. Qual a vantagem, qual o sentido de ser da indústria do álcool hidratado para o proprietário de carro de hoje? E se a gente perguntar o que as empresas dos Estados Unidos já criaram? 
Então eu acho q é vantagem receber sim tudo q tenha valor intrinseco de produto aqui nas nossas queridas terras, e facilitar sua distribuição no varejo. Muita coisa viria de fora. Fico pensando se alguém avisasse aos altos executivos da Apple q eles teriam q se adaptar às leis brasileiras atuais. A primeira coisa q me vem à cabeça é q eles se perguntariam “pra quê”.
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Amigo abaeda,

 

Meu esforço vem da vontade mostrar a todos o que eu entendo como melhor caminho a seguir.

 

Sobras as leis do consumidor: imagino elas como "um cego necessita de um guia". O consumidor brasileiro é cego. Não lê os contratos de adesão, de uso de serviços, de manuseio de produtos, logo se faz necessário uma lei geral e abstrata para guiar esse consumidor. Essa lei, ao meu ver, necessária? Sem dúvidas. Essa lei onera o custo de produção? De toda maneira, digo, não só o risco que envolvem as leis de consumo na questão dos balanços das empresas, mas no fato de que elas, junto das Leis Trabalhistas, protegem a parte mais fraca da relação jurídica.

 

Sobre o PS4, essa política, de ter prejuízo na venda de consoles já ocorre desde 2006, com o lançamento do PS3. Em contrapartida, a Sony arrecada absurdos com as assinaturas do PS+. Pois veja, uma assinatura anual custa R$99,00. O que eu ganho com isso: algumas poucas vantagens. O que a Sony ganha com isso? A possibilidade de vender seus jogos, sem o custo da mídia, diretamente via internet. Ter prejuízo na venda do console, isso já dizia o CEO da Sony em 2006, é compensado com os Direitos Autorais, com a venda de Games exclusivos, os quais estão cada vez tomando espaço.

 

E estou de pleno acordo com a tua frase final, mas quando a Apple se estabeleceu no Brasil, se tratava de uma empresa cujo usuário final não era o Joãozinho que usa o WhatsApp e a Mariazinha que joga Candy Crush. A Apple entrou num mercado cujo usuário final é mais exigente que o usuário de MACs. A compra e venda de iPods foi o início da polêmica. Com a chegada do iPhone, houve uma explosão no quesito consumo, e quanto maior é o número de produtos na praça, maior é a necessidade de que esse cego não seja mais tão somente guiado, mas também protegido pelas Leis de Consumo.

 

Eu não tenho dúvidas que de parte do preço do iPhone contém, já embutido, o risco de perda em ações judiciais. Mas digamos, de cada 1000 aparelhos ativados, no máximo 10 terão os seus problemas levados ao Judiciário. Todavia, eu estou presenciando um Judiciário raivoso aqui no RS, especialmente no que diz respeito às mudanças no Pós-Venda da Apple, pois um magistrado ao citar que a Apple vê os seus consumidores como sendo de segunda categoria é algo a pensar, pois será realmente que estamos sendo lesados pela Apple, de tal forma e tal quilate, que não conseguimos nos dar conta desses problemas até que os defeitos passam a surgir. Não seria mais prudente a empresa levar todos os seus aparelhos para homologação. No caso do A1428, apesar de ter suporte 4G, ele foi homologado como um aparelho 3G, por não suportar a rede brasileira. Então, porque a Apple não leva o A1533 para homologação como um aparelho 3G somente. Nos autos do processo que estão no MM, a Apple responde na contestação que o A1533 sequer funciona no Brasil, pois se trata de sistemas diferentes. Ora, se o A1533 não funciona no Brasil, o que justifica tantos usuários usando esse aparelho?

 

Eu não deixo de concordar com você, mas eu tenho uma proposta dentro do Fórum: sempre apresentar as melhores formas de defesa ao consumidor, caso contrário vejo que o meu trabalho fica sem sentido.

 

Abs. meu caro e é sempre bom dialogar contigo!

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Cara, seu trabalho é ótimo, parabéns! Ainda mais desenvolvido no nosso Fórum. Tô sempre aprendendo com vc. Concordo e divido sua esperança, dá vontade de ajudar rs. Mas olha, o q eu quis comentar foi a questão legal de uma forma mais ampla, não só a da garantia ao consumidor. Vender um iPhone da forma como a matriz de Cupertino deseja aqui, tendo de se adaptar a todos os trâmites legais envolvidos no processo oriundos daqui, vejo de forma diferente. Dá um abraço..

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  • 2 semanas depois...

parece que o surto de ganancia dos revendedores brasileiros milagrosamente desapareceu na área de embarque internacional de guarulhos..... bem como a suposta exótica mania de brasileiro querer pagar caro

 

http://macmagazine.com.br/2014/05/09/nova-fnac-no-aeroporto-de-guarulhos-vendera-iphones-5s-pelo-preco-dos-eua-sem-impostos/ 

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primeiro, ninguém é lesado qdo a empresa diz "o produto X é vendido sob a condição Y" ANTES da compra e, realmente depois da compra, a empresa cumpre integralmente as condições Y

 

sobre a questão da fidelidade e simpatia do consumidor, isso é um problema que cada empresa deve resolver. Não é a justiça ou o governo que tem que se preocupar com isso.

 

Sirisy, já ficou claro que você é um liberal

 

A questão é que, goste você ou não, as leis de uma empresa não se sobrepõem às leis do país. No Brasil, país em que a Apple arbitrariamente decidiu se instalar e, portanto, aceitou incorporar e acatar as leis vigentes ( o jeito de colocar a frase é apenas uma provocação sem maldade, não se ofenda), existe a seguinte lei: 

 

 

O fabricante do produto deverá consertá-lo, desde que a marca seja mundialmente conhecida, já que o fornecedor nacional beneficia-se da marca, valendo-se da maciça publicidade e credibilidade.

 
O fornecedor brasileiro, que representa a marca internacional, deverá reparar o produto adquirido no exterior, mesmo sem a garantia mundial, no prazo máximo de trinta dias corridos, contados a partir da data da reclamação.
 
Decorridos os trinta dias, caso não seja possível o conserto, deverá ser observado o parágrafo 1º do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, que dispõe:
Fonte: Procon
 
 
 
Mas, usando dos seus argumentos (mesmo sem concordar com eles) há um ponto perigoso aí: Caso você vá a uma Loja Apple americana comprar um iPhone ou um iPad 128 Gb (ambos produtos complicados de se receber garantia no Brasil) e questionar o vendedor, ele dirá que a garantia é mundial. 
As condições de garantia do produto encontram-se dentro da caixa, logo, só tenho condições de ler estes termos após comprar e abrir o produto. 
 
​Nós só sabemos que um iPhone americano não tem garantia no Brasil pois estamos a todo momento visitando fóruns de internet especializados, coisa que vários outros clientes não fazem nem tem obrigação de saber. Essa informação tem que ser corretamente fornecida pela Apple no ato da compra e, quem já foi a uma Apple Store americana sabe que não é. Eles não possuem um sistema de checagem de cobertura de garantia por país e dão a resposta padrão: "All Apple products has international warranty" informação que você só descobre estar errada quando precisa da bendita garantia. 
 
Então, além da Apple ser obrigada a operar em um país em que ela escolheu, as condições "Y" que você disse são fornecidas somente DEPOIS da compra, não ANTES. 
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É bem isso Ferrari. Esse é um dos argumentos usados pela justiça em favor dos consumidores brasileiros, pois os iPhone e iPad são parte dos produtos da Apple vendidos em todo mundo, logo ela não pode se escusar de prestar a devida garantia, caso contrário estaria transformando os seus clientes em reféns da marca, a ponto de receber a seguinte sugestão do Apple Advisor: se você conhecer alguém que vá para os EUA nas próximas semanas... isso soou o absurdo.

Editado: sobre o padrão "All Apple products has international warranty", é que soa o abuso com relação aos consumidores, o qual no teu caso Ferrari, é realmente ridículo, pois vamos supor que quem está vindo da Europa com um iPhone 5C de 8GB, teoricamente o caso é o mesmo ao teu. O aparelho tem a mesma compatibilidade com as Estações de Rádio Base das operadoras brasileiras, mas não está no rol de produtos vendidos no Brasil, justamente por ser de 8GB, e não de 16GB, assim fica-se refém da Apple por um motivo que soa mais como uma piada de muito mau gosto.

Editado por Gustavo Jaccottet
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Ferrari,

 

não questionei o aspecto legal da decisão (se a Apple cumpre ou deixou de cumprir a legislação local).....questionei a "moralidade", "justiça" da legislação local

 

sobre o exemplo do ipad, vc pode obter a informação da garantia facilmente na Apple Brasil (seria um lugar "óbvio" p/ se procurar qdo o assunto é esse).... enfim, não é um problema tão relevante. Agora, talvez realmente a Apple tenha mesmo que se explicar sobre essa "garantia mundial" que ela mesmo propaga p/ deixar as coisas mais claras. Deixar muito claro que vale a tal garantia mundial apenas qdo o produto é oficialmente lançado no país onde vc estiver solicitando a mesma, enfim.... Mas é uma questão de esclarecer apenas. Se ela colocar em letras garrafais "garantia seguindo a norma X" isso é completamente válido independente do que seja essa norma X. Vc compra se quiser. Governo nenhum teria que se meter nisso (a não ser em casos de fraude, desrespeito de contratos etc..)  

 

agora eu acho engraçado o Gustavo (e outros por aí) falando em ser "refém" da marca, Apple isso, Apple aquilo. Primeiro não existe isso de "refém" da marca.... a Apple não te obriga a comprar um iphone, o produto é dela e ela vende nas condições que ela achar adequadas. Vc compra se quiser. Se ele é refém de alguém é do governo, que se mete em uma transação comercial cobrando impostos de importação absurdos, q gera a diferença de preços que temos aqui e faz o pessoal buscar essas alternativas (comprar no exterior, fazer contrabando etc..). A Apple, moralmente falando, tem todo o direito de dar a garantia como ela quiser (claro, desde que deixe isso claro antes da compra, daí a minha ressalva que talvez ela pudesse mudar a clareza do seu anuncio sobre isso, mas que obviamente não foi problema nesse caso do Gustavo) 

Editado por sirisy
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