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Por que a Apple foi abandonar os PPCs?


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IBM anuncia chip Power 7 (e produzirá o servidor por aqui)

Publicado por Mário Nagano em 08/02/2010 – 00:20

É um pássaro? É um avião? É o Itanium Tukwila? Não… esse é o Power 7, o novo processador RISC da IBM que será anunciado hoje em Nova York e em São Paulo (e nos próximos dias em Londres e Pequim) e que promete 4 vezes mais capacidade de processamento que seu antecessor, o Power 6. A IBM também informa que os novos servidores baseados nesse chip serão montados aqui no Brasil pela Flextronics (uia!).

Segundo Maurício Conceição, executivo de Power Systems da IBM Brasil, o Power 7 traz uma evolução bastante significativa se comparado com o Power 6. Enquanto o último era um chip com dois núcleos de processamento (dual-core) com dois threads cada ( = 4 threads), o Power 7 traz oito núcleos de processamento com quatro threads cada (= 32 threads), ou seja, 4 vezes mais threads de processamento, consumindo 30% menos energia para realizar o mesmo trabalho. Só para se ter uma idéia desses números, o futuro Itanium Tukwila vai ter quatro núcleos e (talvez) somente o seu sucessor — codinome Poulson — chegue a oito.

O Power 7 é fabricado em 45 nm espreme 1,2 bilhões de transístores e estará disponível em três versões com clocks variando de 3,6 até 4,2 GHz. É interessante dizer que ele adota algumas idéias vindas do processador Cell BE com o seu mecanismo de cálculo de ponto flutuante. De fato, alguns rumores que circulam na web até dizem que o processador do futuro Playstation 4 pode ser um Power 7 simplificado.

Segundo o executivo, a grande vantagem do Power 7 está no aumento significativo de capacidade de processamento por soquete em especial nas aplicações de virtualização, já que ele pode criar até 1.024 partições lógicas (contra 260 do Power 6). Para o cliente isso pode significar poder fazer muito mais e até com a mesma infraestrutura, já que os sistemas baseados Power 6 podem ser atualizados para Power 7 apenas com a troca de todo o seu book de processadores e de seus respectivos bancos de memória (que passaram da tecnologia DDR2 para DDR3). Nesse caso, a IBM oferecerá uma oferta de atualização na forma de kit com processador + memória.

Com relação aos sistemas novos, o anúncio da fabricação local de servidores Power 7 — incluindo os modelos topo de linha — irá ajudar a reduzir os seus preços finais (graças ao incentivo do PPB) além de proporcionar uma maior agilidade na entrega de equipamentos para seus clientes locais. Segundo Conceição, os primeiros Power 7 que serão vendidos por aqui ainda serão importados, sendo que a previsão é que os primeiros “made in Brazil” sejam entregues a partir do segundo semestre deste ano. E a intenção é que, com o passar do tempo, a IBM Brasil comece a exportar esses equipamentos também para outros países da América Latina.

A nova linha de sistemas Power 7 é formada pelos modelos de ponta IBM Power 780 e Power 770 de 64 processadores, o sistema de médio porte Power 755 de 32 processadores e o Power 750 Express, que acredito ser o modelo “de entrada” com menos processadores.

É interessante notar que apesar de coexistirem num mesmo universo, o Power 7 gravita num sistema planetário à parte do nosso mundo Windows + Intel, já que ele atende à um público que fala outros dialetos como AIX (o Unix da IBM com 80 % do mercado de Power Servers), IBM i (sucessor do veterano AS/400 com 15%) e mais recentemente Linux (5%). Ele comentou que ao contrário do que muitos imaginam, os processadores RISC estão bastante presentes no dia a dia das pessoas, rodando aplicações dedicadas em sistemas embarcados como impressoras, roteadores, videogames, celulares, carros, players de música, e-books e até em sondas marcianas como o Mars Pathfinder — cujo computador de bordo era um IBM Risc 6000 Single Chip (Rad6000 SC) adaptado para resistir aos altos níveis de radiação pela Lockeed-Martin Federal Systems — com isso, a empresa se gaba de deter 100% do mercado de computadores do planeta vermelho.

O executivo também espera um grande crescimento no segmento de código aberto, já que desde o Power 6 o Linux consegue trabalhar nativamente com código de 32 bits, o que facilita a migração de sistemas Linux para a plataforma Power. Conceição também disse que com o anúncio a compra da Sun pela Oracle, diversos clientes Sun procuraram sua empresa dizendo sentirem-se “desconfortáveis” com a atual situação da empresa de McNealy ao ponto de estarem considerando até a mudança de fornecedor.

Aproveitando essa deixa eu perguntei para o executivo se a IBM não considera a possibilidade de virtualizar o Windows no Power 7. Ele me respondeu que não e que isso poderia até vir de um terceiro, mas não da sua empresa.

Quando insisti na pergunta alegando se isso não poderia ser uma estratégia interessante para ganhar novos mercados, ele me explicou que seus sistemas funcionam 99,999 (…e mais alguns noves) % do tempo e que eles não irão comprometer a confiabilidade de seus produtos só por causa de um sistema operacional que ele considera “instável”.

Com relação ao futuro, ele diz que — ao contrário da concorrência — seu roadmap vai bem obrigado, está em dia ao ponto dele já anunciar que o futuro processador Power 8 seja lançado em 2013.

(já marcamos aqui no nosso calendário) :-)

Fonte: http://zumo.uol.com.br/2010/02/08/ibm-anun...oduz-no-brasil/

Imaginem um PowerMac com dois processadores Power7, de 8 núcleos cada, rodando a 4GHz? :blink:B):blink::blink:

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  • 3 semanas depois...

Respondendo a pergunta que ta no titulo do tópico, acho que é justamente porque esses processadores são voltados pra coisas que 95% da população mundial não faz nem ideia do que seja, então pra que isso tudo de desempenho ou esse tipo de instrução e funcionamento (posso ta falando besteira) se o pessoal quer é usar MSN + Orkut + Office?

A Apple se adaptou a maioria pra vender pra maioria, e que se dane o desempenho e qualidade - huahuahu.

falou <o.

xD

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  • 1 mês depois...

Subindo um tópico meio velho, mas ainda oportuno... estou com uma revista especializada em hardware para empresas de médio/grande porte aqui do meu lado, e a reportagem de capa é justamente sobre o Power 7.

Baita processador, sem dúvida nenhuma, mas cai exatamente no que o MacsMinix falou acima: veja de quanto em quanto tempo saem novidades da IBM na sua linha Power e vocês entenderão o motivo da mudança.

OK, a arquitetura do Power 7 é show de bola, mas foi pensada justamente em aplicações high-end, ou seja, para máquinas que não costumam ser trocadas o tempo todo e que levam sozinhas às vezes uma empresa inteira nas costas.

Além disso, o maior problema da IBM era a capacidade de produção e de entrega. Sem a migração para Intel, a Apple não teria conseguido alcançar os números de vendas que tem hoje simplesmente por não conseguir produzir máquinas para tanto ;)

Just my 2 cents...

Abraço a todos!

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na verdade a apple quis dar a impressão de que ela trocou a ibm pela intel...

eu sinceramente acho que foi o contrario. A IBM deu um belo pé na bunda da apple

e pq?

simples: mercado. A Apple na epoca vendia de 4 a 6 milhoes de macs por ano.

só que, direcionando a sua capacidade produtiva para outros 3 clientes, a IBM venderia em torno de 20 milhoes de unidade de processador/ano.

e quem são esses clientes? Sony, Nintendo e Microsoft. Sim, sempre q alguem compra um ps3, um x360 ou um wii está comprando um processador IBM.

trocar um cliente de 5 milhoes por um mercado de 20 milhoes parece ser um bom negocio né?

alem do que, essas 3 clientes não ficam pegando no pé por melhorias nos chips, ja que os aparelhos usam o mesmo processador em todo o seu ciclo de vida....

por essas questões eu acho que a decisão de abandonar alguem foi da ibm...e não da apple

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O motivo é que a Apple é coerente.

O maior mercado dela era o de laptops e máquinas all-in-one. Pra esse tipo de produto é necessário poder e baixo consumo, coisas que os PPC não tem em combinação.

Eles tiveram até a geração dos G4. Depois disso, só deram tropeços.

E pra fim de conhecimentos gerais, não era só a IBM que fornecia chips PPC pra Apple. A Motorola também. Obviamente quem deu um pé na bunda foi a Apple, mas justamente pq a IBM como maior fornecedora não fazia por merecer e desacelerou os lançamentos.

A melhor coisa que podia ter acontecido aos Macs nos últimos 10 anos foi ela ter abandonado essa arquitetura. Os resultados são vistos hoje em dia em números de vendas e desempenho das máquinas. Só não acredita quem é saudosista.

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Electro, seu comentário me fez lembrar que nunca chegaram a existir Powerbooks G5 e o motivo era sempre o superaquecimento.

Lembro que o barefeats fazia comparativos o tempo todo dos powerbooks G4 vs iMacs G5 e ficava sempre pau-a-pau. Ou seja, os G5 mesmo sendo 64 bits não pareciam demostrar todo seu poder quando comparados com um G4.

Não lembro exatamente quanto tempo durou a "era" G5, acho que uns 4 anos. Na maior parte desse tempo, as velocidades ficaram estacionadas no: 1.6 / 1.8 / 2.0. Só os Powermacs vinha com dual 1.8 e 2.0.

Se não me engano, um ano antes de serem retirados de linha, os G5 receberam um upgrade e passaram a ser 2.3 / 2.5 dual core. Mas ainda esquentavam pra caramba e nunca conseguiram ser usados em notes.

Lembro que os usuários estavam esperando ansiosos pelo tal "cell" que pelo jeito virou lenda.

Acho que foi bom pra apple ter migrado p/ intel. Os computadores se tornam mais rápidos na prática e não naquele tal de "campo de distorção de realidade" que o Jobs tanto falava.

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os caras tiveram que desenvolver um sistema de refrigeração com radiador e liquido refrigerante pra esses PowerMac G5 dual.

Acho que isso já dá uma idéia do quanto esses processadores esquentavam e eram ineficientes em comparação com os Intel que ocupam os MacPro hoje em dia.

Um troço desses jamais poderia ser usado num laptop. E o próprio iMac G5 só rolou pq os caras usavam os G5 mais fracos que existiam. Apesar disso, os iMacs G5 superaqueciam, principalmente os de 1.6 da primeira geração (que na minha opinião foi uma das maiores bombas que a Apple produziu).

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na verdade a apple quis dar a impressão de que ela trocou a ibm pela intel...

eu sinceramente acho que foi o contrario. A IBM deu um belo pé na bunda da apple

e pq?

simples: mercado. A Apple na epoca vendia de 4 a 6 milhoes de macs por ano.

só que, direcionando a sua capacidade produtiva para outros 3 clientes, a IBM venderia em torno de 20 milhoes de unidade de processador/ano.

e quem são esses clientes? Sony, Nintendo e Microsoft. Sim, sempre q alguem compra um ps3, um x360 ou um wii está comprando um processador IBM.

trocar um cliente de 5 milhoes por um mercado de 20 milhoes parece ser um bom negocio né?

alem do que, essas 3 clientes não ficam pegando no pé por melhorias nos chips, ja que os aparelhos usam o mesmo processador em todo o seu ciclo de vida....

por essas questões eu acho que a decisão de abandonar alguem foi da ibm...e não da apple

hmmm, mas quem impedia a IBM de fornecer chips p/ todas estas empresas, além de fornecer à Apple? Não tem o menor sentido, isso que você colocou.

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