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Preços da Apple no Brasil


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Boa noite, amigos do Fórum MM.

Sou novo no Fórum, mas sou Apple user desde 2010. Até hoje só comprei quatro devices na loja, lacrados. Todos os outros foram usados.

Reparo que até 2013/2014 era possível, com menos de 1000 reais, ir pra casa com um iPod ou fone. Lembro até de uma promoção da TIM com o iPhone 4 a 999 reais. Naquela época, ter um produto novo da maçã era relativamente acessível a uma certa parte da classe média.

Para citar um exemplo: Em Dez/2011, o Mac mini custava 599$ nos Estados Unidos, e 1.799 reais aqui, o “Dólar Apple” da época era de 3 reais, e a moeda americana nas casas de câmbio era cotada em média a 1,85. 

Hoje, o mesmo Mac subiu para 699 dólares. Naquela época o Dólar Apple era 1,62x maior que o Dólar comercial. Seguindo essa lógica, nos dias atuais, com a moeda americana na casa dos R$5,50, o Dólar Apple deveria ser de R$8,92. Mas, pasmem! 

No caso do Mac mini, o preço no Brasil é 12,44x maior que no EUA. Quase triplicaram o valor do Dólar comercial.

Sei que pode parecer uma crítica genérica, mas a Apple Brasil não estaria exagerando nos preços por aqui? Em 2011 existiam os mesmos impostos e dificuldades que temos hoje, e o valor dos produtos no Brasil era bem mais justo. 

Queria escutar os colegas do fórum. Sei que o Brasil está ruim na cena, mas a Apple está abusando demais. 

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Sua crítica está longe de ser genérica, Guilherme.

E eu não quero defender a Apple aqui, longe disso, mas essa prática abusiva não é exclusividade da marca. Um Samsung Galaxy S21 Ultra 256GB custa 649 dólares nos EUA, e aqui 7.999, ou seja, aqui custa 12x mais também. Aliás, não é nem exclusividade da telefonia móvel... Vemos isso em basicamente todos os tipos de produtos. Felizmente isso não ocorre com os serviços da Apple, como assinatura do iCloud, Music, Arcade etc... Até acho os preços justos e acessíveis pra nossa realidade.

Lembro de quando o iPhone X foi lançado no Brasil, custando 7 mil reais. Eu trabalhava na época em uma Apple Premium Reseller famosa no nosso país, e recordo de ter pensado "quem vai comprar isso nesse preço?". Pra minha surpresa (boa, já que eu era comissionado haha), vendeu como água no deserto e chegou a faltar estoque. Obviamente muita gente recorreu ao Paraguay ou a Miami pra poder comprar, mas também tinha muita gente que chegava e comprava pra si, esposa e filhos, passava no débito e ia embora.

Eu sei que o Brasil tem uma tributação absurda também, mas mesmo assim ainda vemos marketplaces como a Amazon vendendo, por exemplo, por 7300 reais um MacBook que na loja oficial da Apple custa 13 mil. O preço é sim abusivo, e existe porque tem quem paga mesmo assim.

Há muito tempo eu não comprava um produto novo, e quando compro, geralmente é no Paraguay, que não fica longe daqui e os preços são ridiculamente mais baixos que no Brasil. Pois eu estava aguardando o lançamento dos novos MacBooks Pro, e quando vi que veio a 2 mil dólares o modelo que eu queria deixei quieto... Poderia ter pego um MacBook Pro M1 no Paraguay lacrado com garantia por menos de 8 mil reais, e mesmo assim ainda fiz o comparativo com o Air, verifiquei que o Air me atendia e comprei, por menos de 6 mil reais (mesmo com o dólar a 5,60), sendo que no Brasil custa os 13 mil que mencionei acima. O novo MacBook Pro com chip M1 Pro lá não deve sair por menos de 13 mil segundo o lojista quando chegar, e por aqui já sabemos, né... 27 salários mínimos.

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10 horas atrás, guilhermeandreasjansen disse:

Boa noite, amigos do Fórum MM.

Sou novo no Fórum, mas sou Apple user desde 2010. Até hoje só comprei quatro devices na loja, lacrados. Todos os outros foram usados.

Reparo que até 2013/2014 era possível, com menos de 1000 reais, ir pra casa com um iPod ou fone. Lembro até de uma promoção da TIM com o iPhone 4 a 999 reais. Naquela época, ter um produto novo da maçã era relativamente acessível a uma certa parte da classe média.

Para citar um exemplo: Em Dez/2011, o Mac mini custava 599$ nos Estados Unidos, e 1.799 reais aqui, o “Dólar Apple” da época era de 3 reais, e a moeda americana nas casas de câmbio era cotada em média a 1,85. 

Hoje, o mesmo Mac subiu para 699 dólares. Naquela época o Dólar Apple era 1,62x maior que o Dólar comercial. Seguindo essa lógica, nos dias atuais, com a moeda americana na casa dos R$5,50, o Dólar Apple deveria ser de R$8,92. Mas, pasmem! 

No caso do Mac mini, o preço no Brasil é 12,44x maior que no EUA. Quase triplicaram o valor do Dólar comercial.

Sei que pode parecer uma crítica genérica, mas a Apple Brasil não estaria exagerando nos preços por aqui? Em 2011 existiam os mesmos impostos e dificuldades que temos hoje, e o valor dos produtos no Brasil era bem mais justo. 

Queria escutar os colegas do fórum. Sei que o Brasil está ruim na cena, mas a Apple está abusando demais. 

Bom dia, Guilherme.

Eu estava no mesmo impasse do @BetoGaleazzo, pensando em trocar de aparelho. No meu caso estava com um MacBook Air 2020 i3 que além de novo me atendia MUITO bem, mas, sabia que o aparelho iria desvalorizar muito. Estava entre comprar o MacBook Pro M1 ou esperar o MacBook Pro M1 Pro. Porém, quanto mais se aproximava da data de lançamento, tudo indicava que o preço seria exorbitante. Dito e feito. A Apple se tornou uma marca de luxo e voltada para profissionais mais PRO, na minha opinião.

Em resumo, antes do lançamento do iPhone 13 eu vendi meu MacBook Air i3 e comprei um Pro M1 com um importador num preço de custo de importação direta, por ser meu amigo. Ainda bem que fiz, porque depois que os intel saíram do site da Apple, o Pro M1 subiu o preço.

Eu mesmo uso Macbook porque preciso para trabalho, e, ainda que não fosse o caso, não consigo usar outro aparelho. Mac OS é sem igual, combinado com a praticidade e mobilidade do Macbook e o acabamento premium com a tela top que tem, não consigo mesmo voltar pra outra plataforma. Mas iPhone, por exemplo, eu vendi o meu XR e comprei um S20 num preço indiscutível, e com ele ficarei até meu trabalho exigir um iPhone ou surgir um bom preço, seja por importação ou viagem ao exterior. Porque convenhamos, não tem mais condições. Mesmo você tendo um bom salário, os preços já ultrapassaram o limite da galáxia, e como um bom brasileiro, gosto de valorizar meu dinheiro. Perdi um pouco da integração, mas, com alguns apps e plugins, da forma que eu usava o iPhone, consigo usar perfeitamente o S20. Mas como eu disse, quanto aos Macs, eles me ajudam a ter retorno financeiro. Ainda assim, quando esse M1 Pro estiver finado daqui a muitos bons anos, se os preços continuarem subindo como estão, certamente vou precisar recorrer ao mercado de usados.

Como disse o Beto, o Paraguay é uma boa, EUA mesmo nem se fala se você tem familiares ou viaja pra lá. Mas no Brasil, a Apple me perdeu como cliente direto, hehe. Se precisa de um Mac, vai de M1 Air ou Pro enquanto o preço ainda está "acessível" ou mercado de usados.

Grande abraço!

Editado por Bruno Régis Duarte
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Um iPhone 13 que custa nos EUA $1000.00, a Apple BR não paga esse preço para revender aqui, paga menos... por tanto o lucro dela no BR é maior ainda do que a gente pensa... sempre aparecem descontos de 30% ou ate mais nas varejistas, com certeza a Apple poderia baixar os valores dos devices no BR... abuso total, e o Tim que tempos atras declarou que iria dar uma atenção para o mercado brasileiro para baixar os valores... cadê??!! o brasileiro paga pra ter Apple mesmo sendo caro, o culpado tb somos "nozes"(menos eu, porque não compro no Br, so no Paraguai mesmo). ainda acho que deveríamos fazer um "movimento" pedindo preços justos... sei lá chamar a atenção deles....

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Em 21/10/2021 at 11:38, Bruno Régis Duarte disse:

Bom dia, Guilherme.

Eu estava no mesmo impasse do @BetoGaleazzo, pensando em trocar de aparelho. No meu caso estava com um MacBook Air 2020 i3 que além de novo me atendia MUITO bem, mas, sabia que o aparelho iria desvalorizar muito. Estava entre comprar o MacBook Pro M1 ou esperar o MacBook Pro M1 Pro. Porém, quanto mais se aproximava da data de lançamento, tudo indicava que o preço seria exorbitante. Dito e feito. A Apple se tornou uma marca de luxo e voltada para profissionais mais PRO, na minha opinião.

Em resumo, antes do lançamento do iPhone 13 eu vendi meu MacBook Air i3 e comprei um Pro M1 com um importador num preço de custo de importação direta, por ser meu amigo. Ainda bem que fiz, porque depois que os intel saíram do site da Apple, o Pro M1 subiu o preço.

Eu mesmo uso Macbook porque preciso para trabalho, e, ainda que não fosse o caso, não consigo usar outro aparelho. Mac OS é sem igual, combinado com a praticidade e mobilidade do Macbook e o acabamento premium com a tela top que tem, não consigo mesmo voltar pra outra plataforma. Mas iPhone, por exemplo, eu vendi o meu XR e comprei um S20 num preço indiscutível, e com ele ficarei até meu trabalho exigir um iPhone ou surgir um bom preço, seja por importação ou viagem ao exterior. Porque convenhamos, não tem mais condições. Mesmo você tendo um bom salário, os preços já ultrapassaram o limite da galáxia, e como um bom brasileiro, gosto de valorizar meu dinheiro. Perdi um pouco da integração, mas, com alguns apps e plugins, da forma que eu usava o iPhone, consigo usar perfeitamente o S20. Mas como eu disse, quanto aos Macs, eles me ajudam a ter retorno financeiro. Ainda assim, quando esse M1 Pro estiver finado daqui a muitos bons anos, se os preços continuarem subindo como estão, certamente vou precisar recorrer ao mercado de usados.

Como disse o Beto, o Paraguay é uma boa, EUA mesmo nem se fala se você tem familiares ou viaja pra lá. Mas no Brasil, a Apple me perdeu como cliente direto, hehe. Se precisa de um Mac, vai de M1 Air ou Pro enquanto o preço ainda está "acessível" ou mercado de usados.

Grande abraço!

Amigo, desculpa a pergunta, mas vc conseguiu vender o seu MacBook Air 2020 i3 por quanto? 

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Os preços da Apple sempre foram altos, mas hoje em dia (há anos na verdade) beiram ao absurdo. Sempre me pergunto aonde está o Procon ou alguma entidade pra contestar esse preços abusivos.

Cobrar R$ 10 mil em um iPhone no lançamento pode ser direito dela, mas querer cobrar R$ 2000 pra consertar uma telinha de Apple Watch??? Isso passa de todos os limites!

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Em 21/10/2021 at 01:13, guilhermeandreasjansen disse:

Reparo que até 2013/2014 era possível, com menos de 1000 reais, ir pra casa com um iPod ou fone. Lembro até de uma promoção da TIM com o iPhone 4 a 999 reais. Naquela época, ter um produto novo da maçã era relativamente acessível a uma certa parte da classe média.

Concordo com tudo que disse, mas tem um fato curioso que queria complementar, não discordando nem nada.


Eu trabalhei com venda de celulares da época do 3GS até o 6S, ou seja, de 2009 à 2015, e tem um ponto que não foi levado em consideração nesse exemplo.
A percepção de "quanto vale um aparelho celular" cresce absurdamente conforme os anos vão se passando. Eu sempre tive uma ideia de que "eu nunca vou ter um celular de mais de R$ 800", um tempo depois "eu nunca teria um celular de mais de R$ 1200", e assim por diante.

 

Pra uma pessoa que ganhava 2k em 2010 pagar 1k em um aparelho flagship era algo raro, meio que impensável. Existia celulares de 450, 600, que "faziam a mesma coisa", "é o preço de uma geladeira".

Uma pessoa que ganha 2k hoje conseguir pagar 1k  em um aparelho de última geração (o que sabemos que não é possível) é o melhor negócio do mundo e ela sai com sorriso de orelha a orelha.

 

Por incrível que pareça, faz apenas 14 anos que o primeiro iPhone foi lançado, que alavancou esse mercado.

Então as empresas que produzem esses produtos, percebem o quão potencial tem um aparelho celular, e vão entendendo um "preço justo". Acredito que em algum momento vai existir um teto, eu não vejo por exemplo, pessoas pagando 20k, 30k em um aparelho em uns 10 anos, e tomara que eu esteja certo.

 

 

Em 26/10/2021 at 21:29, RicardoLuis disse:

Os preços da Apple sempre foram altos, mas hoje em dia (há anos na verdade) beiram ao absurdo. Sempre me pergunto aonde está o Procon ou alguma entidade pra contestar esse preços abusivos.

Cobrar R$ 10 mil em um iPhone no lançamento pode ser direito dela, mas querer cobrar R$ 2000 pra consertar uma telinha de Apple Watch??? Isso passa de todos os limites!

Discordo 100% do Procon interferir em no valor de um produto. Se a empresa tem pano de R$ 219, e tem gente que passa por isso, não é o Procon que tem que interferir.

Já em relação a reparo acho discutível, sim. O preço de um reparo de uma Apple TV hoje (depois do reajuste), é mais caro que era cobrado por um novo ano passado.

Exatamente o mesmo modelo.

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