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Apple x EUA Falindo


webmotiva

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Confessso que ando meio preocupado com o futuro da Apple nessa nova realidade americana.

Trabalho desde 2000 com clientes internacionais mas mais notadamente para empresas americanas, respondendo por mais de 70% do meu faturamento. Estava acostumado a decisões rápidas e níveis elevados de negociação devido a vantagem que levava por estar localizado no Brasil e resultar em um investimento mais baixo para os antigos níveis yankes.

Acontece que desde 2004 venho notando uma queda do rendimento americano desde a segurança comercial até no nível de negociação que chega a beirar o ridículo. E olhe que não estou falando de empresas pequenas e sim de algumas muito bem conhecidas para as quais provi serviços de web e design.

Para piorar o cenário, iniciei em 2004 um processo para a concretização de um antigo sonho de termos uma unidade WebMotiva em Orlando, na Florida, e agora os rendimentos americanos respondem por menos de 20% do total geral, em parte pela mega desvalorização do dolar, mas muito na quantidade de jobs solicitados e/ou prospetados.

O nosso país, sempre malhado e ridicularizado, está se tornando o meu maior e mais sólido mercado com níveis superiores aos dos EUA.

Em síntese: os americanos estão ficando sem dinheiro e não sabem lidar com crise.

Conversei com o proprietario de uma empresa educacional (cliente nosso) com sede em Jacksonville, também na Florida, e ele (americano de Saint Louis e ex-reitor da Universidade da Florida em Miami) conversou comigo sobre suas preocupações com relação ao mercado dos EUA e confirmou que a maioria dos seus colegas ligados ao setor financeiro afirmam que a economia não se recuperará. Disse também que a divida interna americana ja superou o GDP e a economia está muito baseada em bases decadentes como ouro, diamante, petroleo e royalties.

Quanto aos EUA, eu não me importo muito por conhecer a fundo a história da formação econômica americana e realmente acredito que eles estejam colhendo o que plantaram em 63 anos de imperialismo, mas me preocupo com um ladinho bom de lá chamado Apple.

Será que ela sobreviverá a esta nova realidade?

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Acho que isso não é um parâmetro pra se analizar um mercado, Arima.

Algumas empresas vão bem e outras não. Tem empresa faturando hoje como nunca e tem empresa falindo também.

Eu, pelo contrário, vejo a coisa de modo bem otimista num futuro próximo. Acho que a impressão das coisas chega meio "maximizada" no Brasil, pois todo mundo por aí tende a achar que o buraco é maior do que realmente é.

Eu vejo por aqui na Alemanha de uma outra maneira, pois o mercado financeiro aqui é mais robusto. Essas crises de mercado são sentidas por aqui também, mas são soluços perto dos solavancos que o mercado brasileiro sofre nessas situações.

O mercado americano consome aburdamente e não é uma crise dessa que inverterá as coisas. Acho que o problema das empresas brasileiras é o Brasil mesmo.

Exportar negócio é bom, mas nunca deve virar foco principal. Lembro quando trabalhava na VW no Brasil e que a pior época foi quando o mercado interno diminuiu e as exportações viraram metade dos negócios. Rola uma incerteza muito grande, pois a taxa cambial no Brasil flutua demais.

Economia bosta é assim e todas as empresas sofrem com isso.

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Mudamos o foco para atender empresas brasileiras e européias para fugir do dolar e agora está tudo bem.

O que me assusta é a diferença mesmo do mercado interno americano. Não é mais o mesmo.

E temo pela Apple.

É claro que os efeitos serão sentidos com o passar dos meses devido ao respaudo e a herança econômica dos EUA, mas fico pensando nas soluções pessoais da população e das empresas despreparadas para momentos difíceis.

Não acho que a economia do Brasil seja de "bosta" tendo em vista os recentes indicadores e sem falar no BRIC.

Acredito que nunca tivemos um momento tão forte de divisas e de poder de fogo em negociações mundiais.

Antigamente éramos um fazendão gerador de emprestimos e comissões extarnas, com direito a defesa da Veja e tudo, e em uma crise americana dessas estariamos perdidos.

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Faz sentido o que o webmotiva falou. Se a maior economia do mundo enfraquece, o mundo inteiro sofre as consequencias inclusive o Brasil, é o que dizem os economistas. Imagine uma industria dedicada basicamente a população americana de melhor poder aquisitivo...

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Toda economia é baseada em ciclos.

A economia americaa está passando por um período chamado "estagflação". Nesse período alguns setores prosperam e outros sofrem. Como consequencia o mercado não cresce e fica estagnado. Não há, ainda, o reconhecimento de recessão pelos órgãos oficiais, mas pela definição teórica (dois quartos com GDP negativo) eles já se enquadram.

A crise americana é setorizada. Ela está batendo o setor de crédito. Iniciou pelo sub-prime imobiliário (hipotecas mais populares) e agora está atingindo pequenos bancos que compravam esse risco. Como não é possível negociar mais os financiamentos, já que ninguém mais qur assumir esses riscos, a economia parou.

Os setores produtivos de grande volume estão em serviços (seguros, comércio, etc.). Há muito tempo que a produção americana tem se voltado a idéias e não a produzir. É mais barato usar empresas na Ásia para help desk, por exemplo, que contratar um americano para isso. Por isso a Apple produz do outro lado do mundo, assim como 99% das empresas americanas.

Os mercados estão reagindo a problemas que hoje são internacionais. A Zona do Euro sofre com problemas de ameaça de inflação. Os países de economia mais fraca, como Portugal, tem lá os seus problemas. A França tem um alto nível de protecionismo do trabalhador (lembra bem o Brasil) enquanto a Alemanha segura a produção de quase toda a Zona.

As recessões sempre ocorreram. Os mercados tiveram a bolha das .com, o 11/9, um monte de outras rises e passaram por isso. Minha observação fica, somente, que os modelos para que a recuperação aconteçam estão defasados já que os fundamentos econômicos estão "artificialmente" alterados. O Keysianismo não funciona mais com a mesma velocidade.

É bem possível que o Banco Central Americano (FED) diminua iainda mais as taxas de juros para acelerar um pouco a economia. O dólar pode se valorizar um pouco, mas está longe de ser um período macabro como as pessoas imaginam.

Sobre o Brasil, penso que nossa economia não é ruim. Ne verdade ela sofre do mesmo mal das outras economias latino-americanas - Somos populistas econômicos.

O Brasil tem muito dinheiro em reservas cambiais, tem superávit de arrecadação acumulado em anos, perticipa do mercado mundial de uma maneira muito forte e tem ponta em diversas tecnologias que no futuro serão (se já não são) fundamentais como o pró-alcool.

O nosso problema está em manter um excesso de custos trabalhistas (como na França), um pesado funcionalismo público, um número ENORME de programas sociais imediatistas e ridículos sob a ótica da resolução dos problemas. Tudo isso é cultural da política brasileira paternalista e de discurso superficial. Na verdade, poucos dirigentes tem a vontade de resolver os problemas de forma mais agressiva.

Não vejo o Imperialismo americano. Vejo uma sociedade que descobriu uma forma de crescer e se desenvolver. Não critico se estão certos ou errados, mas não fecho os olhos ao sucesso deles. Claro que isso trás implicações sérias, mas infelizmente Darwin já colocava em seus estudos que a sobrevivência será do mais forte (ou mais adaptado).

Em tempos de Euro a 1,50USD e Libra a quase 2.00USD, resta saber o quanto tempo levará para se alcançar o novo equilíbrio econômico.

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Acredito que o amigo acime tenha colocado com muita propriedade a situação atual.

Só acrescentaria 3 coisas:

1- A situação da apple realmente é preocupante, uma vez que apesar dela ter se internacionalizado, a grande concentração do seu mercado é o americado sem sombra de dúvidas, uma solução seria ela aumentar os investimentos em países emergentes como, China, India, Rússia e Brasil que tem mercados internos fortísimos;

2- A crise americana é setorial sim, mas o setor de crédito acaba afetando toda a economia, gerando efeito cascata. Por ex, uma família financiava um imóvel para ter mais din din e ir as compras;

3- O amigo acima se referiu a economia de "bosta" brasileira, acredito que vc deve esta vivendo na alemanha a muito tempo, pois a economia brasileira tem se desenvolvido muito graças principalmente ao consumo interno, um exemplo é o setor automobilístico que cresceu emtorno de 20% no ano de 2007 e isso graças novamente ao mercado interno.

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