Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Odigooogle

Membros
  • Total de itens

    476
  • Registrou-se em

  • Última visita

Tudo que Odigooogle postou

  1. Disse em Cupertino porque é a sede da Apple Inc. que detém 99,999% das quotas da Apple Computer Brasil Ltda., conforme consta no Contrato Social desta última. Agora, onde são tomadas as decisões financeiras eu não sei sabia.
  2. Não sei baseado em que você diz isso, a Apple Brasil pertence à Apple de Cupertino, o lucro da primeira é todo da segunda.
  3. Discordo, se conseguissemos "fazer barulho" no Twitter, como você disse, acabaríamos chamando a atenção da imprensa tradicional (jornais, revistas e TV), o que colocaria o caso em evidência. Não vejo problema em utilizar as redes sociais para isso, não acho que seja ativismo de sofá, mas sim uma estratégia para chamar a atenção dos veículos de comunicação tradicional, que por sua vez vão divulgar isso para o restante da sociedade.
  4. Eu ahco que o modo como você extraiu os impostos não está correta, mas vamos considerar que esteja certo assim. Ainda falta retirar o valor referente ao Imposto de Importação (II) desses R$ 6.443,99. A alíquota do II para esse produto é de 16% (verifiquem aqui), portanto: R$ 6.443,99 - 16% => R$ 6.443,99 - R$ 1.031,04 == R$ 5.412,95 (aqui ainda está incluído o valor de frete, que também é tributado) Convertendo esse valor para dolares (USD 1,00 == BRL 0,50): R$ 5.412,95 * 0,50 == US$ 2.706,47 (US$ 207,00 a mais que o preço de varejo nos EUA) Bom, neste valor estão inclusos: custo do produto + frete + margem de lucro no Brasil. A partir daqui não tem como destrinchármos mais. Então temos: Preço de venda no Brasil: R$ 10.579,00 * 0,50 == US$ 5.289,50 (100%) Custo + frete + Margem de lucro == US$ 2.706,47 (51,16%) Impostos == US$ 2.583,03 (48,84%) Os tributos realmente tem uma influência grande, quase metade do que se paga no notebook são de tributos. Mas por outro lado, no preço de varejo nos EUA já está incluída uma Margem de Lucro, que deve ser de no mínimo 40%, isso faria o custo do produto lá ser US$ 1500,00. De US$ 1.500,00 pra US$ 2.706,47 há um diferença de quase 100%. Ou seja, a Apple realmente tem um lucro enorme aqui, principalmente quando vende direto para o consumidor. Todas essas projeções são bem por alto, mas já dá pra concluir que o problema dos preços aqui são dois: ganância e tributos elevados. Pelo que eu pesquisei, tanto o IPI quanto o ICMS são calculados em cima do: (custo do produto + frete) * imposto de importação.
  5. Poderia repostar com uma resolução maior? Porque não tá dando pra ler nada...
  6. Hoje eu me lembrei que mais no início da Loja Online da Apple no Brasil, ela chegou a divulgar quanto de tributos era pago no iPod Nano. Aparecia o valor dos tributos próximo ao preço do produto. Na época eu fiquei na expectativa de que isso se estendesse a todos os produtos, mas o que ocorreu foi que a Apple retirou essa informação da página do iPod. Resolvi perguntar no chat da Loja Online sobre o montante de impostos que está embutido no preço de um iMac, mas ele não soube me responder. A conversa: Fiz como ele me sugeriu, entrei em http://www.apple.com...t/feedback.html e fiz a seguinte solicitação/sugestão: Sugiro a quem tenha interesse de mandar a mesma sugestão a Apple, quem sabe não conseguimos que ela divulgue essa informação na loja online. Aí saberemos se estamos pagando muito imposto, muito lucro ou os dois.
  7. Eu estou pesquisando um pouco sobre o sistema tributário brasileiro pra entender melhor como ocorre esse "milagre da multiplicação dos preços" no Brasil, estou pensando em escrever alguma coisa sobre isso pra ajudar a esclarecer o que é culpa dos impostos e o que é ganância nos preços da Apple. Se alguém quiser ajudar mantenha contato. Mas eu gostaria de citar mais um exemplo que embasa a teoria do "Lucro Brasil": o caso das câmera digitais compactas. Todo mundo aqui deve se lembrar que na década passada (2001 a 2009), principalmente no meio dela, por volta de 2005, os gadgets do momento eram essas câmeras. Naquela época celulares que tiravam foto eram raridade e os que tiravam só serviam pra brincar porque a qualidade era horrível. Smartphone era coisa de executivo ou aficcionados por tecnologia. O fato era que ter uma câmera digital, principalmente uma Sony Cyber-shot, dava status (pois é). Quando uma pessoa sacava uma compacta do bolso todo mundo dizia ooohhhh, nem que fosse no pensamento. Todo mundo queria ter uma câmera dessa. As pessoas nem tinham condição financeira pra isso, mas iam lá e compravam uma câmera Sony. O preço médio de uma câmera da Sony ia de 900,00 até 1.600,00 reais, dependendo do modelo. As outras marcas mais famosas também praticavam preços semelhantes. Até ai tudo bem né? Aí veio o iPhone e a moda passou a ser smartphone e como esses aparelhos têm câmeras melhores, e as pessoas começaram a substituir as câmeras compactas pelos smarts na medida em que os sensores fotográficos deles iam melhorando. Hoje ter câmera digital não é mais símbolo de status, eu não vejo mais o efeito ooohhhh quando alguém saca uma câmera, eu vejo esse efeito quando alguém saca um iPhone ou um MacBook, com a maçãzinha iluminada. Como a fissura dos brasileiros por câmera acabou, a demanda deve ter no mínimo estagnado, acho que foir por isso que as fabricantes diminuíram os preços pra menos da metadade, né? No site da Sony o preço médio de uma Cyber-Shot compacta é de R$ 500,00. Isso não existia em 2005!!! Hoje o modelo mais carinho na loja da Sony custa R$ 999, mas só porque tira fotos em "3D". Nitidamente uma tentativa de causar o efeito ooohhhh e assim justificar o lucro preço maior. Agora vejam que interessante: a inflação, ao contrário do que o governo apregoa, tá aí comsumindo o poder aquisitivo das pessoas ano após ano, mas mesmo o preço das câmeras digitas compactas caíram em média 50% em relação ao que era praticado 6-7 anos atrás. Como isso pode ter acontecido? A única explicação é que a demanda caiu, porque a modinha da câmera digital acabou, por causa disso as fabricantes tiverem que baixar a margem de lucro oportunista pra conseguirem vender. Na verdade as fabricantes colocaram o preço normal nos produtos, o preço que deveria ter sido cobrado desde sempre. Ou vocês pensam que as fabricantes não estão tendo lucro agora? Resumo da ópera: se ninguém comprar produtos com preços abusivos, as fabricantes são obrigadas a baixar os preços para os níveis normais, com margens de lucro decentes. Mas enquanto existirem pessoas "ocas" que compram as coisas pensando em status ou modismos, fabricante nenhuma perderá a oportunidade de lucrar em cima destes trouxas. Hashtag #BoicoteAppleJá no twitter!
  8. Teve alteração sim! Quando a Apple lançou o Retina de 15pol. ela cortou em US$ 100,00 os preços dos MBP e MBA nos EUA, mas aqui ela aumentou o preço destas duas linhas. Eu ia comprar um MBP 13pol. depois daquela keynote mas como a Apple fez isso aqui no Brasil, eu não comprei. Se eu aceitasse pagar estaria ratificando um atestado de otário!
  9. Quanto a fabricação em si, desconheço totalmente as necessidades. Mas pelo que se vê em vídeos que mostram as fábricas da Intel, acho que um curso técnico não seria suficiente não, kkkk. Uma fábrica de semicondutores é o suprasumo da alta-tecnologia, então acho que precisa de "operários" muito bem qualificados. Agora, a indústria de semicondutores não é feita só de fabricação, tem a parte do projeto também, que é tão importante quanto. Neste quesito o Brasil vem avançado na última década, pois o Governo Federal criou um programa para formar projetistas de circuitos integrados. Existem dois centros de treinamentos: um em Campinas e outro em Porto Alegre. Já foram formadas várias turmas. E o governo dá uma bolsa de R$ 2.000,00/mês (não é muito, né) para cada aluno durante o curso. O site do programa é este: http://www.ci-brasil.gov.br/ Acessei o site agora, pra escrever este comentário, e achei interessante a notícia em destaque. Reparem que eles estão comemorando a conclusão do primeiro projeto de CI de 65 nanômetros 100% nacional. Pra quem não sabe a tecnologia de 65nm, apesar de ainda ser muito utilizada, já está ficando defasada. Este CI em questão será fabricado na Ásia e os chips servirão para sintonizar TV Digital em notebooks e Tablets.
  10. Concordo com você em tudo que disse. O que me motivou a postar esta notícia aqui foi mostrar que se a sociedade se levanta contra algo que ela pensa estar errado não há nada que a impeça. O Brasil é o que é porque o povo não tem consciência que ele deve mandar e não os políticos que eles elegem. Por causa desta falta de consciência cidadã das pessoas elas acabam só reclamando das coisas, mas não utilizam o poder que a democracia dá a elas pra mudar essas coisas, talvez por ignorância ou talvez por comodismo mesmo.
  11. O site da Junta Comercial de São Paulo controla o acesso à essas informações, mas não quer dizer que o acesso é restrito. Qualquer cidadão pode acessar. Basta fazer o cadastro no site: http://www.jucesponline.sp.gov.br/ Depois é só procurar por Apple Computer Brasil e navegar pelos arquivos, tem muita coisa lá. O Contrato Social mais recente disponível é o que foi alterado pela última vez em maio deste ano (2012). Lá tem a composição societária da Apple, o nome dos diretores, procuradores, o que os diretores não tem autonomia pra fazer etc. Um dica: a navegação é melhor no IE.
  12. Li esta matéria agora e no ato pensei: seria esta a solução para os nossos problemas enquanto nação, inclusive os tributos loucos/extratosféricos e o lucro abusivo. O texto é curto e vale a pena ler, pois mesmo que não alcancemos algo parecido, quanto mais pessoas souberem melhor. Obs.: os grifos no texto são meus. O referendum islandês e os silêncios da mídia Os cidadãos da Islândia referendaram, ontem, com cerca de 70% dos votos, o texto básico de sua nova Constituição, redigido por 25 delegados, quase todos homens comuns, escolhidos pelo voto direto da população, incluindo a estatização de seus recursos naturais. Mauro Santayana Os cidadãos da Islândia referendaram, ontem, com cerca de 70% dos votos, o texto básico de sua nova Constituição, redigido por 25 delegados, quase todos homens comuns, escolhidos pelo voto direto da população, incluindo a estatização de seus recursos naturais. A Islândia é um desses enigmas da História. Situada em uma área aquecida pela Corrente do Golfo, que serpenteia no Atlântico Norte, a ilha, de 103.000 qm2, só é ocupada em seu litoral. O interior, de montes elevados, com 200 vulcões em atividade, é inteiramente hostil – mas se trata de uma das mais antigas democracias do mundo, com seu parlamento (Althingi) funcionando há mais de mil anos. Mesmo sob a soberania da Noruega e da Dinamarca, até o fim do século 19, os islandeses sempre mantiveram confortável autonomia em seus assuntos internos. Em 2003, sob a pressão neoliberal, a Islândia privatizou o seu sistema bancário, até então estatal. Como lhes conviesse, os grandes bancos norte-americanos e ingleses, que já operavam no mercado derivativo, na espiral das subprimes, transformaram Reykjavik em um grande centro financeiro internacional e uma das maiores vítimas do neoliberalismo. Com apenas 320.000 habitantes, a ilha se tornou um cômodo paraíso fiscal para os grandes bancos. Instituições como o Lehman Brothers usavam o crédito internacional do país a fim de atrair investimentos europeus, sobretudo britânicos. Esse dinheiro era aplicado na ciranda financeira, comandada pelos bancos norte-americanos. A quebra do Lehman Brothers expôs a Islândia que assumiu, assim, dívida superior a dez vezes o seu produto interno bruto. O governo foi obrigado a reestatizar os seus três bancos, cujos executivos foram processados e alguns condenados à prisão. A fim de fazer frente ao imenso débito, o governo decidiu que cada um dos islandeses – de todas as idades - pagaria 130 euros mensais durante 15 anos. O povo exigiu um referendum e, com 93% dos votos, decidiu não pagar dívida que era responsabilidade do sistema financeiro internacional, a partir de Wall Street e da City de Londres. A dívida externa do país, construída pela irresponsabilidade dos bancos associados às maiores instituições financeiras mundiais, levou a nação à insolvência e os islandeses ao desespero. A crise se tornou política, com a decisão de seu povo de mudar tudo. Uma assembléia popular, reunida espontaneamente, decidiu eleger corpo constituinte de 25 cidadãos, que não tivessem qualquer atividade partidária, a fim de redigir a Carta Constitucional do país. Para candidatar-se ao corpo legislativo bastava a indicação de 30 pessoas. Houve 500 candidatos. Os escolhidos ouviram a população adulta, que se manifestou via internet, com sugestões para o texto. O governo encampou a iniciativa e oficializou a comissão, ao submeter o documento ao referendum realizado ontem. Ao ser aprovado ontem, por mais de dois terços da população, o texto constitucional deverá ser ratificado pelo Parlamento. Embora a Islândia seja uma nação pequena, distante da Europa e da América, e com a economia dependente dos mercados externos (exporta peixes, principalmente o bacalhau), seu exemplo pode servir aos outros povos, sufocados pela irracionalidade da ditadura financeira. Durante estes poucos anos, nos quais os islandeses resistiram contra o acosso dos grandes bancos internacionais, os meios de comunicação internacional fizeram conveniente silêncio sobre o que vem ocorrendo em Reykjavik. É eloqüente sinal de que os islandeses podem estar abrindo caminho a uma pacífica revolução mundial dos povos. Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte. @Carta Maior: http://www.cartamaio...?coluna_id=5821
  13. Então, JoeD, aqui no Brasil as operadoras tem adotado essa tática de bloquear o EMEI de aparelhos adquiridos em planos corporativos e que o cliente revende ou repassa e não o utiliza no plano corporativo. O que o cara deveria fazer neste caso é desfazer a troca, não tem essa de desbloquear EMEI "por fora não", por causa de pessoas como essas duas (a que vendeu e a que comprou e quer desbloquear) que o Brasil tá nessa m**da!
  14. Eu fui investigar isso e descobri que no contrato social da Apple Brasil consta como sócias proprietárias a Apple Inc. e a Apple Pacific Inc., ambas sediadas nos EUA. Não tem nenhum sócio brasileiro. Consta nos registros da Junta Comercial, também, que a Apple Brasil tem três filiais: uma no Espirito Santo, uma em Jundiaí e a terceira eu esqueci agora. Além disso, o contrato social é bem restritivo quanto o que os diretores (3, 2 brasileiros e um Alemão) podem ou não fazer. Pelo que notei, todas as decisões importantes vem da matriz americana. A Apple Brasil não tem autonomia pra nada. Vai entender, a Apple nos EUA é um veludo com os clientes, aqui é uma lixa que todos nós conhecemos.
  15. Isso significa que quando compramos os produtos da Apple, eletrônicos em geral, tênis, carros etc. somos esfolados pelos nossos próprios compatriotas... que triste, que triste!
  16. Existe a Avnet (www.ats.avnet.com.br/) que é a maior da América Latina (eles compraram a Tallard, que também distribuía produtos da Apple). A patir de março deste a Ingram também passou a distribuir oficialmente produtos Apple no Brasil (http://www.ingrammicro.com.br/) Mas como você sabe que essa tal empresa a que você se refere representa a Apple no Brasil? Por que teoricamente quem representa a Apple é a Apple Basil Computer Ltda. Não estas distribuidoras. Mas a bem da verdade, pelo menos até a epoca em que eu trabalhava numa revenda autorizada, toda a operacionalização da Apple na América Latina, inclusive no Brasil, era feita a partir das operações da empresa em Miami, a Apple Brasil não apitava nada, não sabia nem quantos Macs tinha no estoque. Na época diziam que isso iria mudar, que as decisões sobre o estoque e a distribuição dos produtos passariam a ser tomadas aqui no Brasil. Saí da revenda antes de saber se isso realmente aconteceu, mas acho que sim, pois até a sede da Apple Brasil está sendo ampliada. Os preços estratosféricos também podem ser outro indício de que as decisões passaram a ser tomadas aqui... :/
  17. Sim, sim. Apenas fiz o comentário pra chamar atenção para o fato de não terem se manifestado sobre o assunto, mesmo que imparcialmente, e talvez por isso não abram espaço para uma enquete deste tipo, que com certeza causará repercussão negativa para a Apple quando o resultado for divulgado.
  18. Acho uma boa idéia. Mas note que blog nenhum, nem este, nem nenhum outro, abordou o assunto dos aumentos abusivos dos preços. Houve apenas um ou outro comentário vago em alguns artigos. Acho que os blogueiros não querem "queimar o filme" com a Apple Brasil, sabe. Triste isso...
  19. A raiz desse problema e de quase todos os outros do nosso país está na falta de educação do povo. Todo país dito desenvolvido dá uma importância enorme para a educação. Passem a reparar nos filmes que retratam os primórdios dos EUA, todo vilarejo que os puritanos fundavam tinha um templo E uma escola. Outro exemplo é a Coréia do Sul, saiu da desolação da guerra pra se tornar uma nação rica e desenvolvida, isso em apenas meio século! Graças ao investimento forte em Educação. Mas no nosso querido Brasil, até metade do século passado o acesso à educação básica não era nem um direito de todos. Ou seja, em seus primeiros 450 anos de existência como nação moderna até Educação era um artigo de luxo, de status, neste país. Só os ricos tinham acesso a educação básica e superior, isso criou um círculo vicioso por séculos. E mesmo depois de terem "universalizado" a educação a qualidade nunca foi prioridade. A verdade é que a educação é vista como um fardo pelos políticos-governantes. Mas além desse, que é a raiz do problema em si, ainda tem outro... Os EUA surgiram por causa de imigrantes (famílias) puritanos britânicos que deixaram seu país em busca de liberdade, pelo menos assim eles dizem, seja como for, quem fundou os EUA queria um país livre e próspero para eles e seus descendentes viverem em paz. Com este objetivo em mente, nada mais natural que eles dessem muito valor a educação. E quem imigrou para o Brasil, a princípio? A mando da coorte portuguesa pra marcar território? Ladrões e malfeitores! Quanta diferença, não? Com um começo deste, o fim não poderia ser muito mais nobre. Reparem como a malandragem está impregnada na nossa cultura. A única coisa capaz de mudar um pouco nossa atual situação é a educação, de qualidade, que hoje é item raro. Dizem por aí que o melhor do Brasil é o brasileiro, mas o correto deveria ser: O pior do Brasil é o brasileiro. Essa sim é uma expressão carregada de verdade.
  20. http://store.apple.com/br/browse/home/shop_mac/family/imac
  21. Se esse cara disso isso com relação ao Imposto de Importação ele disse muito errado, pois o Imposto de Impotação é puramente regulatório, não tem destinação específica para o que é arrecadado, ou seja, nada no orçamento da união pode depender da arrecadação gerada por ele. A categoria de impostos da qual o de Importação faz parte recebe o nome de Extrafiscal e tem o objetivo de regular o mercado, não de gerar arrecadação (na teoria). Os outros impostos que fazem parte dessa categoria são: Imposto de Exportação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
  22. Acho que seja isso mesmo, jequichan. É a mesma estratégia das montadoras: joga o preço nas alturas: se colar, colou. Um exemplo recente dessa estratégia na indústria automobilística foi o Fiat 500, lançaram aquele ovinho-ambulante-cool por 60.000~70.000, não colou. Aí tiveram que diminuir pra "módicos" R$ 40.000,00. E ainda tão tendo muito lucro, podem ter certeza. O fato é que a Apple aprendeu direitinho a lição de casa no Brasil. Só que ela vai se dar mal, pois quem consome carro no Brasil, por exemplo, não tem noção dessas discrepâncias entre mercado interno e externo, compram com a mesma mentalidade que o pai e o avô compravam. Mas quem compra Apple, principalmente quem compra pela filosofia da marca e qualidade diferenciada dos produtos e não pelo status, esses acompanham tudo que acontece lá fora e já começaram a perceber a ganância da empresa no Brasil...
  23. Dessa vez??? E os preços do iPhone 4S no lançamento? Aquilo você achou normal? Deixa eu te contar uma coisa, pra deixar mais triste... :/ Tem energumeno no Brasil que compra um telefone de 2.500,00 (iPhone) pra dar pra filha pirralha que tem titica na cabeça ficar desfilando no shopping... e a pirralha é tão burra que ainda perde o aparelho no shopping!!! (essa história é real) E igual a este energumeno, tem centenas de milhares de outros por aí. Eu mesmo, quando trabalhei numa revenda Apple, vendi um iPhone para um casal dar de presente de natal para o filho pirralho. Detalhe, na época o iPhone 4 era vendido por 1.800,00 reais nas operadores (desbloqueado), esse casal pagou R$ 2.500,00!!! Se R$ 1.800,00 já estava superfaturado quissá 2,5k!!! É por causa dessa classe média burra do Brasil que dá mais valor ao status que ao dinheiro que nós somos obrigados a pagar preços exorbitantes nos produtos, seja da marca que for. Brasileiro faz até roupa da GAP virar símbolo de status, quer mais o quê? Taí a explicação do porquê as coisas não mudam aqui...
  24. Pois é justamente essa a raiz dos problemas do Brasil, meu filho. Essa gente burra endinheirada que acha bonito pagar 3, 5, 10 vezes o valor real de um produto só pra todos saberem que ela pode comprar, que ela tá bem de vida, que tem dinheiro sobrando (quando muitas vezes nem tem), resumindo, pelo simples capricho do 'status' que um produto caro dá. Esse é o mau do Brasil. Por causa dessa gente burra, pagamos muito mais caro em um produto em comparação ao preço dele lá fora. Uma das bases da economia de livre mercado é a lei da oferta e da demanda, ora, se tem brasileiro "esperto" disposto a pagar 40.000,00 numa carroça que dizem ser carro, porque vendê-lo pelo preço que realmente vale? Ou pra que modernizar a fábrica de carros pra produzir um modelo melhor? Afinal, tem muito burro na fila das concessionárias esperando avidamente para dar rios dinheiro em troca desse carro, que diga-se passagem, já está no mínimo dez anos defasado em relação àqueles vendidos no mercado europeu. E isso se aplica a todos os segmentos de mercado, inclusive aqueles em que a Apple atua. Ou você já viu a Apple fazer coquetel de lançamento de iPhone em suas Apple Stores? Não né, meu filho. Só aqui no Brasil que tem isso, para os burros que pensam que são espertos irem lá desfilar suas roupas de marca, tomarem champanhe, tirarem fotos pra aparecer nas colunas socias etc... Entendeu? Eu não acho que os americanos seja pessoas inteligentíssimas, aliás muito pelo contrário, mas eles compram as coisas com base na necessidade, não no 'status' que essa coisa dará a ele, por isso que eles pagam menos pelas mesmas coisas que nós aqui pagamos caro. Neste ponto, a cultura deles está certa e a nossa errada. E não venham colocar a culpa nos impostos, no Custo Brasil e blablabla... o Custo Brasil existe, mas nunca ao ponto de encarecer 100% ou mais o valor de um produto! O que faz isso é o "Lucro Brasil"!!! Resumo da ópera: as coisas só vão mudar por aqui quando essa geração "podre" morrer e vier outra, escolarizada em escolas com ensino de qualidade, capazes de formar cidadãos conscientes e críticos. Ou seja, vai demorar...
×
×
  • Criar Novo...