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  1. Amigo, esse tipo de questionamento , entre pegar um modelo anterior ou o mais recente, é bem comum aqui no fórum. Olhando casos similares, a quase totalidade das respostas são sempre enfáticas: "Compre o mais recente!", algo que faz sentido afinal o aparelho é teoricamente melhor não é mesmo? No entanto, para que os outros amigos possam melhor ponderar a escolha para lhe ajudar seria interessante que você colocasse algumas informações a mais. Qual seria o seu orçamento? Você tem possibilidade de pegar atrelado ao plano de sua operadora? Quanto tempo você pretende ficar com o aparelho? Você considera qualquer opção de armazenamento? Tem preferência por tamanho de tela? Sem esses detalhes adicionais fica difícil dizer qual é mais indicado para o seu caso.
  2. Amigo, confesso que não entendi muito bem seu ponto. De fato os produtos da maça tem uma boa durabilidade, contando com um cenário onde os produtos não apresentem defeito, uma vez que a reparabilidade de muitos é próxima de zero. Isso, bem como outro fatores incluindo a própria percepção de superioridade que permeia o senso comum, ajudam na hora da revenda, algo bastante interessante para quem pode comprar um produto novo. No entanto meu comentário era mais relacionado aos valores de revenda de produtos que são, abusando do termo, obsoletos e cuja compra seja injustificável. Entrando em sites de classificados é fácil perceber que o valor de revenda de um Macbook Pro de 2011 é na casa dos R$ 3000, uma valor que me parece absurdo pois se trata de uma máquina que já não me parece mais recomendada para todos os usos, some isso com o fato de que você consegue comprar notebooks novos de boas marcas por valores próximos de R$ 3500 e esse valor se torna insano. Não entenda mal, não estou afirmando que são computadores ruins. Possuo um Macbook Pro Retina de 2012 que é um computador incrível e ainda uso diariamente como transporte de mídia. Agora, se me perguntarem se eu pagaria três mil reais por ele minha resposta seria um enfático "não". São computadores que já não recebem atualizações oficiais há anos e cujo hardware já não é mais diretamente comparável com os novos. Ainda assim, me parece haver um mercado que absorve esses valores. Trazendo isso para a discussão original, se vale ou não a pena comprar um iPhone novo, e extendendo isso para produtos Apple em geral, acredito que se for decidido pela compra então é mais interessante investir em um aparelho novo, pois o valor de revenda será bem alto e o comprador irá aproveitar um aparelho recente, exatamente pois em nosso país existem muitas pessoas que não podem comprar aparelhos novos mas acreditam cegamente que valha a pena pagar valores de produtos novos em aparelhos já "defasados".
  3. Indo um pouco para um assunto off-topic, essa é uma coisa interessante dos Macs (e produtos Apple em geral), eles não perdem valor nem mesmo quando são quase injustificáveis. Veja esse exemplo que você deu amigo, é possível montar um bom computador com esse valor e, em contrapartida, temos esses computadores de 2011 que, tirando alguns usos específicos que não necessitam obrigatoriamente de softwares atualizados, como produção musical, são praticamente um peso de papel, uma vez que eles não recebem atualizações oficiais há quatro anos. Ainda assim, me parece ter um mercado que absorve esses valores, ou pelo menos que leve os vendedores a crer que ele exista. Algo que é definitivamente único.
  4. Amigos, gostaria de fazer uma elucidação quanto s minhas afirmações anteriores, uma vez que elas são citadas. Gostaria de falar especificamente do suporte às versões mais antigas do iOS por parte dos aplicativos em geral. Vamos então fazer um "experimento", abra a App Store no seu celular ou computador e vejamos as versões mínimas necessárias para instalar os aplicativos recomendados (seções "Popular Games & Apps" e "Top Free Apps"). Vejamos uma amostra dessa seleção: HBO Max - iOS 12.2 ou superior Pokemon GO - iOS 12 ou superior Tinder - iOS 12 ou superior Amazon Prime Video - iOS 12.1 ou superior Netflix - iOS 14 ou superior Spotify - iOS 12 ou superior Instagram - iOS 12 ou superior Telegram - iOS 9 ou superior Google Maps - iOS 12.2 ou superior Bible - iOS 12 ou superior (esse particularmente me espantou!) Ora, de uma seleção de 10 aplicativos podemos verificar que você não poderia baixar a versão mais atual de 90% deles com um sistema que ainda não fez nem três anos de lançado. Apesar de tal "experimento" ter valor "científico" nulo, acredito que seja uma boa forma de termos uma noção do estado de tal suporte, uma vez que estes aplicativos são, basicamente, os mais usados e boa parte deles desenvolvidos por empresas com capital suficiente para suportar versões antigas. Esse cenário é ainda pior quando falamos de desenvolvedores menores, o que é facilmente verificável para quem acompanha a série "Promoções na App Store" do MacMagazine. Some a isso o fato de que aplicativos como Uber, WhatsApp, Instagram e os de bancos te forçam a usar versões não muito antigas, e temos praticamente uma obrigatoriedade de atualização do sistema por parte dos usuários algo que, em meu caso específico foram eventualmente situações traumáticas, vide iPhone 4 com iOS 7, iPhone 5 com iOS 10, iPhone 5S com iOS 11 e mais recentemente meu iPhone 8, que utilizo como DAP, que foi acidentalmente atualizado do iOS 12 para o 14.7 e mesmo para uso tão básico, foi evidente a queda de desempenho e, sobretudo, do consumo de bateria. Obviamente que, como você mesmo disse, o sistema garante, em geral, cinco anos de atualizações. No entanto acredito ser um pouco leviano dizer que um iPhone rodando uma versão introduzida cinco anos após o lançamento do mesmo funcione tão bem quanto um novo. Não me entenda mal, eu sou um defensor de que aparelhos antigos podem sim ter desempenho satisfatório para certas pessoas e jamais afirmaria, como é comum ver na seção de comentários do site, que um iPhone 6S, por exemplo, é "inutilizável". Porém, é evidente que isso irá variar conforme o próprio usuário. Assim, acredito que a mensagem que eu queria ter passado é a de que, na hora da escolha do aparelho é importante levar em consideração a preferência entre ter um sistema atualizado, embora possivelmente com desempenho inferior e sem suporte à novos recursos (vide iOS 15), ou não ter suporte aos novos sistemas e, possivelmente, novos recursos (a questão de novos recurso no Android é um pouco diferente) mas garantir suporte mais longevo aos aplicativos.
  5. Acredito que esse questionamento seja bastante frequente no fórum. Já acompanhei diversos tópicos sobre o assunto mas nunca havia colocado minhas impressões por motivos que ficarão mais claros nos próximos parágrafos, no entanto essa discussão em específico me parece ter levantado bons questionamentos, me instigando a contribuir com minha opinião. Primeiramente, devemos lembrar que esse é um fórum cujo tema central são os produtos da maça e, assim sendo, é visitado principalmente por entusiastas da marca, bem como usuários de boa parte de seus produtos e por esse motivo acredito que seja natural uma inclinação pela indicação favorável à compra. Aliás, esse é o motivo de eu não participar das outras discussões do gênero. Feita essa divagação inicial, creio que duas coisas devam ser levadas em conta: as suas necessidades e aquilo que você considera um preço justo. Avaliar suas necessidades é importante ao escolher praticamente qualquer produto, uma vez que definitivamente não existe aparelho perfeito para todos. Por exemplo, um usuário cuja prioridade seja câmera estará muito bem servido de opções no mundo Android, que definitivamente apresenta um leque maior e possivelmente melhor de opções. Por outro lado, um usuário que estivesse preocupado com áudio (considerando o cenário de alguns anos atrás) seria muito melhor atendido por um iPhone do que qualquer outro aparelho concorrente. Sem conhecermos aquilo que realmente é mais importante pare você, é difícil justificar que o aparelho de fato vale aquilo que custa. Justificar o valor que custa também pode ser bastante sensível ao seu próprio poder aquisitivo e prioridades. Ora, suponha que cheguemos a conclusão de que o iPhone é realmente o melhor aparelho para o seu uso, no entanto para compra-lá você iria precisar fazer uma divida ou parcelar em uma quantidade obscena de meses. Será que isso é preferível no seu caso? É sua prioridade ou é algo aceitável para você? Enfim, são muitos fatores que você não deixou claro. Quanto a minha experiência com relação ao dois sistemas operacionais. Em geral, o iPhone tende a receber mais anos de atualizações que os concorrentes. No entanto a medida que os anos passam, atualizar um aparelho da maça mais antigo sempre me trouxe resultados insatisfatórios, ao ponto de que eu dificilmente atualizaria um aparelho para mais de duas versões do sistema após aquela que veio com o aparelho originalmente. Some isso com o fato de que atualmente é muito comum encontrar aplicativos que já não são mais compatíveis com o iOS de três anos atrás e eu me pergunto até que ponto ter mais tempo de atualizações é de fato vantajoso? Tendo em vista que no caso do Android embora eu não tenha novas funcionalidades, praticamente todas as aplicações ainda suportam a versão do sistema lançada há seis anos. Logo, acredito que tudo isso deva ser bem ponderado, suas necessidades, sua situação financeira e sobretudo quanto tempo você pretende ficar com o aparelho, considerando o ciclo de atualização e diferença de tempo de compatibilidade das aplicações entre ambos os sistemas.
  6. Fala Luciano! O ideal seria desativar o recurso de normalização do Spotify, esse que você comentou que estava em "normal", e fazer o mesmo para o Apple Music, através da opção "Verificação de som" que fica no painel "Música" dentro do Ajustes. Em seguida, abra a página de um artista, escolha uma música de preferência recente para evitar possíveis diferenças de masterização, algo improvável porém não impossível. Ambas devem estar no mesmo volume. Confesso que pensei bastante antes de responder lhe responder, não pela resposta em si mas sim pela justificativa. Acredito que possa separar minha resposta sobre dois pontos de vista: se existem diferenças objetivas e se existem diferenças subjetivas entre os dois serviços. De fato, objetivamente falando, considero que não há diferença entre os serviços no que diz respeito à fidelidade do áudio. Isso pois os arquivos que chegam em nossos celulares, embora codificados com codecs com perda, são virtualmente indistinguíveis daquilo que está nos servidores de ambos os serviços, que devem ser iguais, em termos de qualidade. Com a chegada do áudio lossless eles passam a ser não virtualmente mas sim literalmente idênticos. Existe um pouco mais de detalhes, mas isso não somente é um outro assunto, como também é indiferente para nossa conversa. Subjetivamente, é possível que hajam diferenças, mas essas não tem nada a ver com a qualidade do áudio, mas sim com variáveis como a normalização de áudio. Explico: quando o Apple Music foi lançado, eu realizei este mesmo experimento que você. Na época, o Spotify ainda não possuía normalização e minha "Verificação de som" estava desativada. Ao escutar minha música de referência, percebi que o som do Apple Music possuía compressão dinâmica e, olhando na internet, descobri que não havia sido o único a perceber isso. De fato, as músicas tanto do streaming quanto da rádio Beats 1 utilizavam a compressão de faixa dinâmica exatamente com o intuito de realizar a normalização, algo que foi extensamente veiculado na mídia naquele momento. O motivo de tanto alarde era o fato de que, embora ambas os arquivos nos servidores de ambos os serviços fossem iguais, a serem tocadas as músicas do Apple Music pareciam melhores para o grande público e incomodavam boa parte dos "audiófilos", isso pois elas sofriam compressão de faixa dinâmica antes de serem reproduzidas, e não era possível desativar isso. Não sei se você está familiarizado com esse conceito, se estiver apenas ignore este paragrafo. De uma forma simplória, a compressão de faixa dinâmica funciona diminuindo o volume das partes mais altas de um sinal. Fazendo uma analogia, imagine que você coloque uma música para tocar e mantenha suas mãos no botão de volume. Assim, todas as vezes que você perceber um aumento brusco no volume, como em um prato de bateria por exemplo, você abaixa rapidamente e logo após tal impulso retorna ao volume anterior. Assim funciona essa compressão. Na prática, se tem a sensação do inverso, ou seja, que aquilo que estava mais baixo e escondido agora está mais alto e presente. Isso é confundido por muitas pessoas como um aumento de "detalhamento" da música e, quando utilizado de maneira inteligente, pode ser muito útil. Além disso, tal recurso pode ser utilizado como uma forma, não ideal diga-se, de se "igualar" o volume de músicas. Voltando ao Apple Music, era exatamente a sensação de maior "presença" dos instrumentos que deixava as pessoas com a impressão de maior fidelidade mesmo que fosse apenas um "truque". Embora a maça tenha desativado esse recurso, é possível que artifícios do tipo, ou seja, aqueles que não tem relação direta com a fidelidade do áudio em relação ao que está nos servidores, seja responsável por tais diferenças. Além disso, devemos sempre lembrar que pode haver interferência do simples "efeito placebo". Não sei se entendi muito bem o argumento deles para falar a verdade. De fato, eles estão certos quando dizem que é necessária uma conversão, que seria exatamente o processo de pegar a representação digital de um sinal analógico (o arquivo com a música nesse caos) e de fato gerar esse sinal analógico. No entanto, os DACs integrados já são capazes de fazer isso, inclusive eles fazem isso desde sempre. Quanto a questão do lossless, acredito que minha resposta anterior tenha mais confundido do que ajudado. Tentando simplificar, eu quis dizer que não faz sentido falar em DACs não "suportarem lossless" pois esse termo, em seu sentido original, se refere apenas a não ocorrerem perdas em relação ao arquivo de origem. Exemplificando: se você estiver em um estúdio e gravar um som qualquer você provavelmente o fará no formato WAV, que nada mais é do que uma "caixa" que guarda dados representado em LPCM. O que seria o LPCM? É uma forma de representar sinais analógicos. Uma analogia seria entre o sistema decimal e o binário. Ora, com ambos eu consigo representar todos os números inteiros que eu quiser, certo? Porém, eu os represento de forma diferente, uma vez que dois mil e um em decimal é "2001" e em binário é "011111010001". O LPCM é algo como um dessas duas formas porém para sinais. Agora imagine que você gostaria de reduzir o tamanho do arquivo afinal, como você pode ver da analogia, algumas formas de representar podem ser maiores do que outras. Você pode fazer isso descartando informações ou não. Ou seja, eu posso representar "dois mil e um" como "2001", que é menor que em binário e eu não perdi informação alguma, ou em algum outro sistema, como por exemplo de múltiplos de mil, nesse caso bastaria eu "guardar" o número 2, que multiplicado por mil daria 2000, mas eu estaria perdendo informações. Pensando na analogia o lossless é o número "dois mil e um" representado como ""011111010001" ou "2001", pois é exatamente o número e não algo próximo dele. Então por que as pessoas falam de lossless e DACs? Isso acontece pois há um abuso de termo (confusão nesse caso) em que lossless seria o mesmo que audio no "padrão CD" (Red Book). Além de ser um uso errado do termo, isso é ainda mais errado quando alguém afirma que os DACs não o suportam ("padrão CD"), isso pois todo DAC suporta as especificações de CD e mais do que isso, assim como falei na resposta anterior, todo arquivo com perdas (lossy) é convertido para o padrão de CD antes de virar sinal analógico, seja via software ou pelo próprio DAC. Retomando a analogia, se o formato do padrão de CD fosse o binário e o MP3 os múltiplos de mil, então é como se eu pegasse o "2", transformasse em "011111010000" (2000) e depois convertesse em sinal analógico. Note que, embora eu tenha convertido o MP3 para o "padrão CD", eu ainda não consegui recuperar o que eu havia perdido, que seria a diferença entre "2001" e "2000". Nesse caso sim, amigo. Eles estão equivocados. Agora, se eles estiverem falando de áudio com taxas de amostragem superiores à 48kHz, vulgarmente conhecido como "alta-resolução", então sim eles estão certos. Isso pois o conector precisará converter a taxa de amostragem, por exemplo 96kHz para o que ele suporta, que é 48kHz. Porém, para áudio "lossless" (note o termo errado) que na verdade seria o "padrao CD" (16-bit/44.1kHz) então o DAC do conector suporta, assim como qualquer outro DAC. Desculpe-me pela resposta extensa, infelizmente tenho bastante dificuldade de escrever sem me estender demais.
  7. Agora entendi seu ponto, amigo. Inicialmente tive a impressão de que você estava pontuando uma superioridade técnica do codec. Acho importante as análises técnicas pois elas ajudam a compreender melhor as ferramentas que temos para nos apresentar o que gostamos: a música. Mas isso pode ser algo extremamente pessoal. De fato, uma análise "não técnica" só pode ser feita individualmente. Obviamente que, assim como no caso da fotografia, a melhora qualitativa é totalmente subjetiva. Ora, existem pessoas que adoram o som de fitas cassete e inclusive tentam emular as mesmas, ainda que quantitativamente elas apresentem baixíssima fidelidade. Não duvido que para você o MQA seja realmente superior, embora tecnicamente ele esteja "degradando" o áudio. Nesse sentido, acho interessante a abordagem do TIDAL, que nos permite escolher entre usar ou não a tecnologia. Infelizmente isso é raro no mundo do áudio, onde em geral um formato substitui outro sem quaisquer considerações de seu mérito técnico ou de seu apelo ao gosto individual. Bom mesmo seria se tivéssemos o mesmo cenário do Japão, onde ainda se pode comprar vinis, CDs, MDs, fitas cassete, CDs codificados com MQA e etc. Assim, cada um pode escolher aquilo que lhe soa melhor, ou que lhe apresente os melhores atributos.
  8. Amigo, infelizmente o MQA é mais uma das tecnologias voltadas para o mercado de som de alta qualidade que, ironicamente, não trazem maior qualidade. Um das técnicas, bem inteligente aliás, deles é a de basicamente não compartilhar detalhes mínimos a respeito da tecnologia além das vagas frases que acompanham seus materiais publicitários. A realidade é que se trata de um codec lossy, ou seja, com perdas. Até ai, sem problemas (embora isso possa chatear alguns iniciantes no assunto). Porém, tanto a ideia quanto a implementação não são muito boas. Eles querem colocar dentro de um áudio com especificação do famoso "padrão CD" (Red Book), ou seja, sinais amostrados a 44.1kHz com 16 bit por amostra, não apenas a informação padrão de um "CD", que seria todo o conteúdo sonoro até aproximadamente 22.5kHz, mas também informações de frequências superiores. Como não existe milagre, o que eles fazem é basicamente aplicar filtros para "comprimir" o áudio das frequências abaixo de 22.5kHz e adicionar ruído que, quando lido pelo DAC específico que você mencionou, pode ser interpretado como o conteúdo das frequências acima disso. Na prática você está sacrificando qualidade de áudio na faixa de frequência que você poderia escutar em troca de adicionar uma representação de baixíssima qualidade (pense em algo como o pior MP3 possível) das frequências que você nem consegue ouvir e, mesmo que conseguisse, você estaria ouvindo algo péssimo. Pior do que isso é que, durante o processo de codificação para MQA, são adicionadas diversas distorções no sinal por conta dos (péssimos) filtros por eles usados. Não me parece uma boa troca. Nesse site existe um bom texto dando uma visão geral do funcionamento do MQA: https://audiophilestyle.com/ca/reviews/mqa-a-review-of-controversies-concerns-and-cautions-r701/. Apesar de um pouco técnico, ele é ótimo para desmistificar alguns conceitos amplamente difundidos sobre o codec.
  9. Fala Luciano, tudo bem? Me colocando no meio de sua conversa com o amigo roberktum, gostaria de colocar alguns pontos que acho importantes. Acredito que você acompanhe o MacMagazine e, portanto, tenha acompanhado as discussões que ocorreram nas matérias relativas ao tema, que foram muito bacanas. Caso não tenha visto, recomendo que dê uma olhada. Verifique as configurações de normalização de volume nos dois serviços e mantenha ambas iguais. Para se realizar um teste comparativo, em um mesmo sistema, entre dois áudios é de extrema importância que eles estejam no exato mesmo volume, qualquer variação irá afetar os resultados, uma vez que nosso cérebro invariavelmente tem preferência por aquele que tem volume mais alto. Obviamente que suas conclusões podem ser iguais. Acredito que essa seja uma afirmação muito interessante. Sinto que nos últimos anos houve ou uma supervalorização do conjunto DAC e amplificador dedicados ou então uma desvalorização das versões integradas desses componentes. De fato, muitas vezes as soluções integradas empregadas nos celulares e computadores deixam a desejar, mas isso tem sido cada vez menos comum. Falando de iPhones especificamente, eles tem total capacidade de entregar uma qualidade ótima, não justificando um investimento em um conjunto externo a menos que se tenha de fato ótimos transdutores, ou seja, fones de ouvido/caixas de som. Dê uma pesquisada nas análises dos chips integrados usados nos iPods de mais de 10 anos atrás e você irá perceber que nem naquela época eles deixavam a desejar, ou eram incapazes de entregar "som lossless" (algo equivocado por conceito). Até por volta da época do iPhone 5, portais voltados para som de alta qualidade realizavam testes laboratoriais com os aparelhos e geravam especificações para os DACs/Amplificadores que se mostravam ótimos. Infelizmente muitos desses sites não existem mais. Nesse tema, embora discorde em alguns pontos dele, tenho que concordar com o Leonardo, do canal mencionado. Muito mais se vale investir em fones ou caixas do que em DACs e/ou amplificadores, que são quase sempre um dos últimos pontos de investimento. Os sistemas integrados são sim muito bons. Aliás, como disse acima, esse conceito de que o conector Lightning-P2, por exemplo, não entrega "som lossless" é equivocado por definição, uma vez que esse termo refere-se apenas ao arquivo conter exatamente a mesma informação do arquivo que o gerou. Note que, antes de um arquivo lossy chegar ao seu fone/caixa, e em alguns casos ao próprio DAC caso a decodificação seja via software (como é o caso do Spotify), o mesmo será decodificado gerando um sinal LPCM exatamente como no caso de um arquivo lossless. Qual a diferença. então? O último será exatamente igual ao arquivo original, já o primeiro não. Tudo isso podendo ocorrer muitos antes de chegar no DAC. Em resumo, essa afirmação é equivocada e muito errada conceitualmente falando.
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